Natal, luz, graça
Acontecia há 2002 anos (2003 ou 2011, quem sabe!?) o nascimento do Salvador da humanidade, Jesus Cristo. O Natal! Sua nascença inaugura uma nova era. É o fim do Deus-Temor e o início do Deus-Amor. Findaram-se as trevas, o ódio, o ciúme e a inveja. É o tempo do amor, da luz e da graça.
Jesus, Deus feito homem, convoca-nos a viver o amor, sincero e farto. Vivenciar o amor na forma do perdão e da doação, da paz e da liberdade, do estímulo e da oportunidade, da justiça social. Quanto mais ao amor se abre, mais feliz se vive. O olhar reflete a alma. E os olhos dos que amam, uma luz pacífica emanam. Somos a luz do mundo. Que brilhe a luz no sorriso que aparece, no amor que floresce, na inveja que fenece.
Assim como Jesus nasceu em um presépio, na simplicidade e no despojamento, sejamos também modestos no agir e no pensar. É no nosso desperdício que o pobre se torna famélico.
Natal também é um momento para reflexão. Pensar no que passamos, sofremos, realizamos, omitimos, enganamos. Rever criticamente nossos erros e ter a coragem e a humildade de pedir desculpas, quando necessário. Vamos aproveitar a semana que se nos separa do ano novo para planejar o que faremos. Estabeleça metas, seja realista, administre o medo.
Viva não somente o presente, nem reclamando do passado ou apenas pelo futuro. Viva intensamente e com equilíbrio o ontem, o hoje e o amanhã. Que o progresso seja nossa meta. Crescimento completo: material, espiritual, cultural, familiar e social.
MÁRIO EUGÊNIO SATURNO, Catanduva
É possível acabar com a violência
O combate à violência foi uma das principais propostas de todos os eleitos no último pleito. Muitos acreditam que para combater a violência é necessário uma polícia enérgica, que atire primeiro, sem preocupação com os direitos humanos dos suspeitos. Será que isso resolve? Reflitamos a partir da uma carta, de um jovem, dirigida a um governante que cometeu muitos desatinos e que estava sendo julgado.
''Desejo-lhe, sinceramente, um julgamento justo de acordo com o direito. Tomara que ninguém bata no senhor, que ninguém o submeta a humilhações. Que não tapem seus olhos nem o atirem no chão para dar-lhe chutes e coronhadas. Quero dizer, senhor, oxalá não façam nada do que os seus subordinados fizeram, sob suas ordens e responsabilidade, a milhares de cidadãs e cidadãos de vários países do mundo.''
Nas palavras desse jovem, está a fórmula para o início do combate à violência. A face oposta da violência é a não violência, a do desrespeito é o respeito. Quando deixar de combater a crueldade com métodos cruéis, estaremos a um passo da paz, e com a paz acaba a violência.
Jesus Cristo foi o grande Mestre da não violência e do perdão. Quando o soldado o esbofeteou perguntou com serenidade. ''Se errei, aponta o meu erro. Mas se não errei, por que me bates? '' Esse é mais um ensinamento para se por fim à violência. Certamente, muitos leitores acharão que estas proposições são uma utopia. Que não é possível tratar um criminoso cruel, que não respeitou os direitos humanos das vítimas, dando lhe direitos.
Mas não podemos cruzar os braços. Façamos como o beija-flor, da história, que tentava apagar o incêndio na floresta levando água no bico. Se começarmos pelo nosso lar, abolindo qualquer tipo de violência com familiares, propagando as idéias daquele jovem, selecionando os programas de rádio e televisão, jornais e revistas, preferindo os edificantes, estaremos dando um grande passo para o fim da violência.
VALCIR JOSÉ MARTINS, Maringá





