'Não se pode dissociar a questão social e econômica da segurança'
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domingo, 05 de janeiro de 2014
Rubens Chueire Jr. Reportagem Local 
"A segurança pública é tratada no Brasil no âmbito de Secretaria Nacional. Está na hora de virar ministério." Para o secretário estadual de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, essa é uma das formas para melhorar as políticas públicas do setor em todo o País.
Há sete anos no cargo, Beltrame participou em dezembro do Congresso Estadual do Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR), realizado na sede do órgão, em Curitiba. Na oportunidade, conversou com a reportagem da FOLHA sobre causas e soluções para a violência que assola principalmente as grandes cidades brasileiras.
Qual avaliação o senhor faz das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no Rio? A eficácia do projeto ainda é muito questionada?
A avaliação é positiva, principalmente em função do histórico que se tem no Rio de Janeiro. As comunidades ficaram abandonadas desde o tempo do Império, e atualmente o projeto cresceu muito. Hoje estamos com 9 mil policiais em 271 comunidades, perfazendo 36 UPPs ao todo. É óbvio que temos um problema aqui ou ali, ajustes a serem feitos. Sabemos que não acabaremos com o tráfico de drogas, por exemplo. Mas entendemos que a liberdade de ir e vir das pessoas que moram nestas localidades está garantida e essa é a grande proposta das UPPs.
Esse modelo pode ser seguido por outras grandes cidades do País? No Paraná, existem as Unidades Paraná Seguro.
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