Formei-me em advocacia por sempre acreditar na justiça e acreditar que a mesma é cumprida. Infelizmente hoje vejo que não é bem assim.
Entristece-me ver nesse momento nosso Estado e nosso País passar por uma guerra interna a qual as autoridades fingem não existir ou não querem ver, deixando de cumprir as leis e fazendo com que a justiça não prevaleça.
Que direito tem um grupo de ‘‘sem terra’’, entre eles pobres inocentes, a mando de quem não tem a coragem de se mostrar pessoalmente, de invadir terras produtivas que não lhe pertencem?
Que direito tem um grupo de ‘‘sem terra’’ de, da noite para o dia, tentar destruir o sonho e o ideal de quem aventurou-se décadas atrás a desbravar um oeste selvagem, dando o suor de seu trabalho e esforço para iniciar uma jornada que sabia ser sofrida mas que compensaria no futuro vê-la realizada?
Esse grupo, ou bando, ou bandoleiros sem identidade, manipuladores de gente humilde, nunca quis essa terra, pois teriam que nela trabalhar e produzir.
A querem somente agora que está pronta na beira do asfalto, com água encanada, luz elétrica e produzindo, exigindo cesta básica e dinheiro do governo, que na realidade lhes é dado por todos nós pagadores de impostos.
Por que não ir trabalhar honestamente como os demais homens do campo? Não! Querem invadir.
Diz esse tal MST estar lutando por um ideal, uma causa. E o ideal e a causa do dono da terra?
Sou advogada, casada, mãe de dois filhos e se visse minha família ameaçada por uma invasão reagiria feito uma leoa protegendo os seus filhotes, a sua cria, para que não fossem ameaçados.
Os donos de terras produtivas que geram empregos dão escolas a seus empregados, pagam impostos e estão em dia com o Incra estão estarrecidos com o que está acontecendo e com a passividade do governo.
Quero lhes dizer que sou filha de fazendeiro que vê nesse momento seu sonho, seu ideal, seu trabalho de uma vida inteira ameaçado.
Tenho orgulho de meu pai, que há quarenta anos teve a coragem de acreditar nas terras de seu Estado e ajudou a desbravá-lo e, por que não dizer, ajudou a colonizá-lo.
Lembro-me muito bem que, em vários momentos, eu e meus irmãos queríamos compartilhar com meu pai mas ele não se fazia presente em virtude de estar trabalhando a terra, crendo no seu ideal. Permanecia dentro do mato durante 20 dias do mês para que finalmente pudesse realizar o seu sonho.
Recordo-me de ter que tomar banho em bacia e deitar ao anoitecer, pois não havia luz elétrica. Mas meu pai não desistiu. Hoje, se quisesse, ele poderia se aposentar e usufruir o que levou a vida inteira fazendo com amor, e que agora ousam querer lhe tirar. Quer dizer que foi em vão lutar pelo seu sonho, seu ideal?
Não, não, mil vezes não. Não é justo, não é de direito. Nós não iremos permitir de maneira alguma invasões. Eu, meus irmãos e minha mãe não deixaremos jamais que matem ou destruam o sonho e o ideal de meu pai.
E que vocês também não deixem destruir os seus sonhos de propriedade, paz e tranquilidade social, para que não tenhamos invadidos de repente os nossos lares, as nossas escolas, as nossas igrejas! Façamos com que a justiça e a paz prevaleçam e triunfem!

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