Não houve decisão embasada em apuração de fatos
PUBLICAÇÃO
sábado, 21 de junho de 2003
Cristiane Oya<br>Reportagem Local 
Um dos mais aguerridos líderes do intitulado Movimento da Legalidade, em defesa de Antonio Belinati, Marcos Colli acredita que a cassação do mandato do então prefeito pela Câmara de Vereadores, foi tecnicamente uma decisão política.
Um dos lados ganhou. Não houve decisão embasada em apuração de fatos. Confio muito mais no judicial. Não vejo nenhuma Câmara Municipal dotada de condições estruturais para ser responsável por um processo que vá condenar alguém por alguma coisa. Não vou fazer defesa nem ataque, acho que a Câmara cumpriu o seu papel enquanto julgadora política, justificou Colli, que no período de abril de 1998 a junho de 2000 durante o governo de Belinati ocupou o cargo de secretário de Recursos Humanos e superintendente da Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf). Não condeno nenhum dos lados, mas acho que muita coisa foi precipitada. Pessoas e situações que poderiam ser mais bem aproveitadas não foram. Deu-se muito mais importância política, complementou.
Ao lado da hoje vereadora e então Chefe de Gabinete de Belinati, Sandra Graça, Colli encabeçou diversas manifestações em defesa do ex-prefeito no Calçadão da cidade, e com aparato profissional como a utilizada em comícios denfendeu a absolvição de Belinati pelos vereadores no julgamento do relatório da CP. Na ocasião, Colli leu um manifesto intitulado Ao povo de Londrina, em defesa de Belinati. (A população) não vai mais tolerar que esta meia dúzia de grã-finos que sequer foram eleitos continue propagando inverdades, ameaçando e perseguindo inocentes e injuriando publicamente famílias inteiras, diz trecho do manifesto, referindo-se à família Belinati. Se a gente pudesse fazer de novo, deveríamos fazer com menos sede política e com mais sede de apuração jurídica, admite hoje o ex-secretário.
Segundo Colli, hoje, o principal ponto de debate deveria ser em torno da celeridade da justiça no julgamento das denúncias de irregularidades na administração municipal. Acho que a justiça infelizmente não tem a celeridade que queríamos que tivesse. Participei da administração e tenho a consciência tranqüila. Se houve alguma coisa de errado será muito bom que alguém seja responsabilizado para que os inocentes não paguem. Acho que existem situações que podem acabar configurando irregularidades, mas não participei de nenhuma das situa-ções, concluiu. (C.O.)


