Jornalista de formação, Maria Beatriz Mattos não tem medo de novos desafios. Morou boa parte da vida nos Estados Unidos e, ao retornar ao Brasil, nos anos 80, voltou a buscar uma colocação profissional.
Devido a sua fluência em inglês e francês (''e aquele espanhol que dá para entender''), ela tornou-se coordenadora de uma escola de idiomas, cargo que ocupou por cinco anos. Mas não se acomodou.
''Fiquei sabendo de uma vaga na Sociedade Brasileira de Física e resolvi arriscar'', conta. Aprovada no cargo aos 57 anos de idade, ela é desde fevereiro secretária-executiva da instituição, localizada na USP. ''Não era apenas uma questão de melhorar o salário. Profissionalmente, pareceu-me um trabalho muito mais interessante e desafiador'', diz.

Bagagem - Maria Beatriz não sentiu nenhum tipo de discriminação ou dificuldade a mais pela idade, especialmente por lidar com instituições de ensino. Mas, de acordo com ela, o mercado em geral está mais aberto a esse tipo de profissional.
''Mesmo uma ótima formação acadêmica não substitui a experiência e bagagem de vida que pessoas com mais de 50 anos têm'', diz ela, ressaltando que trabalhadores nessa faixa etária têm muito a contribuir ''e devem ser valorizados pelas empresas.''
Por isso, Maria Beatriz diz que nem pensa em se aposentar: ''Pretendo trabalhar por muitos anos ainda, até onde puder levar. Acredito que, quando você tem uma atividade que traz motivação, a qualidade de vida só melhora''. (R.S./A.E.)

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