Não é hora de relaxar
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terça-feira, 02 de março de 2021
Folha de Londrina 
O governador Ratinho Junior decretou lockdown no Paraná a partir de sábado (27) e o fim de semana foi de muito trabalho para as equipes de fiscalização nas cidades da região de Londrina. Agentes municipais foram às ruas para verificar se as restrições anunciadas pelo governador estavam sendo cumpridas. Encontraram, porém, muita desobediência.
Festas e reuniões com convidados acima da capacidade permitida e estabelecimentos funcionando irregularmente foram as principais ocorrências. A pandemia do Sars-CoV-2 passa por seu pior momento no Paraná e ainda há quem ignore as evidências científicas que comprovam as formas de contágio e escolhem promover o desrespeito à saúde coletiva.
Nesta terça-feira (2), os veículos de imprensa que fazem parte da ADI (Associação dos Jornais Diários do Interior do Paraná), incluindo a FOLHA, se uniram em uma ação para chamar a atenção dos cidadãos sobre a gravidade desse momento em que os casos se multiplicam assustadoramente, assim como o número de doentes graves que buscam leitos em hospitais superlotados.
O Paraná fechou 2020 com 7.912 óbitos. Em apenas dois meses de 2021, o total de mortos alcançou 11.581 mortes. A facilidade e a velocidade com que os novos casos são confirmados chama atenção: no dia 31 de dezembro de 2020, o Paraná somava 413.412 casos confirmados. Dois meses depois, o boletim da Secretaria de Estado da Saúde do último dia de fevereiro indicou 642.425 casos. Em dois meses, foram 229.013 novas ocorrências de Covid-19, mais da metade do acumulado nos primeiros dez meses da pandemia.
Há um forte questionamento quanto a necessidade do endurecimento das medidas de restrição, principalmente devido à economia. Mas os números mostram que alguma coisa precisa ser feita para quebrar essa linha de contágio sem precedentes no Paraná desde que os primeiros casos foram notificados por aqui.
Se as pessoas respeitassem as regras básicas de distanciamento social e uso correto dos equipamentos de segurança, como a máscara de proteção, certamente não estaríamos passando pelas novas medidas de restrição.
Chama atenção nessa nova onda da Covid-19 no Paraná o aumento do número de jovens hospitalizados e o tempo longo de permanência deles no internamento. Neste final de semana, um bebê de um ano de idade faleceu em Maringá vítima do novo coronavírus.
Sabemos que todos estão psicologicamente cansados das medidas de restrições. Mas relaxar agora é inconcebível.
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