A carga tributária do Brasil é muito pesada para um país que quer crescer. As despesas públicas crescem continuamente acima do PIB, as receitas sobem em ritmo semelhante, há a necessidade de estabilização e redução dos gastos públicos com redução de impostos: é neste contexto que deve ser vista a eliminação da CPMF.
  Estudos indicam que a CPMF tem efeito direto sobre as taxas de juros. Esse efeito é importante, pois eleva essa taxa, o que desestimula o crescimento econômico e reduz a base de contribuição e a arrecadação dos demais tributos.
  Além disso, esse efeito na taxa de juros aumenta as despesas públicas, inibe o investimento (maior custo de capital) e desestimula a expansão do crédito (efeitos nocivos sobre a produtividade da economia).
  A CPMF tem caráter regressivo, isto é, os mais pobres acabam arcando proporcionalmente mais com esse tributo. Mesmo isento da CPMF no recebimento dos salários, o trabalhador arca com a carga embutida no custo dos produtos e serviços que consome. Quanto menor o rendimento, maior o impacto da contribuição.
  Sendo assim, não será a nova CPMF que resolverá o problema da saúde pública do nosso país, e sim uma reformulação em nossa política tributária com geração de mais renda para a população, emprego e educação.

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