Nova York A cidade de Nova York vai lembrar quarta-feira, dia 11, o primeiro ano dos atentados contra o World Trade Center com uma cerimônia de 102 minutos na qual serão lidos os nomes das 2.800 vítimas, segundo a prefeitura local. O tempo da cerimônia corresponde ao período que levou entre os choques dos aviões contra as torres gêmeas e a queda delas.
A prefeitura de Nova York recebeu mais de 4.500 respostas ao seu pedido de apresentar sugestões sobre a melhor forma de lembrar o primeiro ano dos atentados. O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, disse que se chegou a um consenso para realizar uma cerimônia ''simples e poderosa em homenagem à memória das pessoas que perdemos naquele dia''.
O 11 de setembro, que será uma quarta-feira, não será declarado feriado e tanto as escolas quanto as repartições públicas funcionarão normalmente. ''Cumpriremos nossas obrigações com nossas famílias e nossa cidade. Contudo para ninguém será um dia qualquer'', disse Bloomberg à imprensa.
A cerimônia central começará às 8h46 (9h46 de Brasília), hora na qual o primeiro dos dois aviões de passageiros sequestrados se chocou contra a torre norte do World Trade Center.
Um momento de silêncio será seguido da leitura pelo governador George Pataki de um discurso de Abraham Lincoln e depois o ex-prefeito Rudolph Giuliani começará a leitura dos nomes de mais de 2.800 vítimas. Giuliani deixou este ano a prefeitura de Nova York elogiado por ter levantado o moral dos habitantes de Nova York após os devastadores ataques.
A cerimônia terminará às 10h29 (11h29 de Brasília), quando repicarão todos os sinos da cidade em lembrança do momento em que caiu a torre norte. A sul foi atacada depois mas desabou antes.
Os parentes das vítimas serão em seguida convidados a descer ao mais profundo do devastado World Trade Center, onde depositarão rosas.
Christine Ferer, que perdeu o marido a 11 de setembro, disse que para os parentes é crucial ''tocar e sentir'' os cimentos da ''área zero'', como passou a se chamar a área devastada. ''Para eles é um cemitério, uma terra sagrada'', assinalou.
O presidente George W. Bush chegará à tarde e no pôr do sol acenderá uma chama eterna no Battery Park, enquanto em todos os bairros da cidade está previsto que os vizinhos se reúnam com velas acesas.
Pataki disse que a leitura de textos patrióticos evocará os momentos em que a liberdade e a própria existência dos Estados Unidos estiveram ameaçadas.
''Fomos desafiados a 11 de setembro e este país se levantará a alturas ainda maiores e Nova York marcará o caminho'', disse Pataki.
O custo da cerimônia foi calculado em 9 milhões de dólares, a maior parte dos quais será gasta em medidas de segurança.
Los Angeles - Pessoas de todas as religiões poderão participar, em Los Angeles, de uma vigília de orações em lembrança das vítimas dos atentados terroristas, informaram os organizadores do evento.
''Somos uma nação que respeita Deus. E a solidaridade entre as diferentes crenças, raças e origens terá um efeito catalizador'', comentou o bispo Edward Turner.
Representantes das religiões cristã, sikh, budista, islâmica, hindu, judia, mórmon e da igreja da cientologia foram convidados para o evento em lembrança das cerca de 2.800 vítimas dos atentados contra o World Trade Center de Nova York e o Pentágono em Washington, acrescentou.

mockup