Município ainda exibe 'manchas' de floresta nativa
Mesmo levando-se em conta que a cultura predatória de abater árvores é a que prevalece quando se trata de erguer e fazer progredir as cidades, Londrina e a região têm sorte, pois ainda sobraram algumas verdes preciosidades. Resquícios da exuberante floresta subtropical de antigamente remanescente de uma mancha da Mata Atlântica , podem ser encontrados na Mata dos Godoy, na Fazenda Santa Helena, localizada no distrito de Espírito Santo.
Trata-se de uma reserva ecológica de 675 hectares, transformada em Parque Estadual, e que é considerada uma das principais áreas de preservação ambiental do Paraná. A área reúne mais de 100 espécies de árvores silvestres, algumas delas raras. A 12 km do centro da cidade, a caminho do distrito de Maravilha, fica o Parque Ecológico Dr. Daisaku Ikeda, com 124,10 hectares de área total.
Dentro do perímetro urbano, reminiscências dessa floresta nativa podem ser encontradas bem no centro de Londrina, na área conhecida como Bosque, próximo da Catedral Metropolitana; na mata do Conjunto Luiz de Sá, na zona norte, na matinha do Cafezal, zona sul, cada uma com 0,50 hectare, e no Parque Arthur Thomas, com 82,72 hectares e vários atrativos para os visitantes, tais como lago, trilhas e cachoeiras.
A manutenção das áreas verdes que sobreviveram no meio urbano revela-se importante, sobretudo por sua função de absorver, infiltrar e evaporar parte da água das chuvas, minimizando, assim, o perigo de inundações e enxurradas, que, num solo sem proteção vegetal, provocam erosão e causam o assoreamento dos rios. Também por falta de vegetação, o calor excessivo acaba gerando o ressecamento do solo, a morte dos microorganismos ali existentes e, por fim, sua degradação por deficiência de nutrientes.





