Este 11 de setembro foi marcado, oito anos atrás, pelo ato terrorista que derrubou as Torres Gêmeas em Nova York, matando 3.234 pessoas e lançando um desafio à segurança da poderosa e bem armada nação norte-americana. Também em setembro (e isto foi no ano passado) e ainda nos Estados Unidos, tendo a megacidade como epicentro, irrompeu a crise financeira motivada pela quebra do Banco Lehman Brothers, espalhando estilhaços por todo o mundo.
O que se declarava, após os momentos negros daquele fatídico dia de 2001, era que o mundo não seria o mesmo depois do atentado, mas as coisas não mudaram muito. Ao menos não em função desse acontecimento. A eleição de Barack Obama, o primeiro negro a presidir o país e representante das minorias, não foi consequência disso, porque era um evento que já estava escrito no livro das possibilidades, e também porque nem os americanos e nem a humanidade aguentavam mais George W. Bush.
Passados oito anos, nada se sabe sobre os verdadeiros mandantes do atentado, embora se coloque Bin Laden como o artífice da façanha. No mundo árabe o que se tem ouvido nesses anos é que a explosão do World Trade Center e prédios vizinhos e mais a destruição parcial do edifício do Pentágono foi obra dos próprios americanos e de Israel para justificar a invasão do Afeganistão, dois meses depois, e a seguir do Iraque, resultando afinal na execução de Saddam Hussein - o sonho sinistro dos Bush pai e filho. Até hoje recorda-se da reação serena do presidente George W. Bush ao ser informado do atentado, quando fazia palestra numa pequena escola infantil. Suposições à parte, se algo de alguma relevância política aconteceu como resultado do incidente foi uma posição de conforto do Governo Bush para suas investidas contra os pontos tidos como focais do terrorismo e contra os adversários de Israel.
O outro impacto de setembro foi o da crise financeira, e também esta - se causou estragos em todo o mundo - não serviu muito de exemplo para o comportamento das grandes corporações bancárias. Recebendo fabulosos socorros em dinheiro público (nos EUA e em outras grandes nações), estas se acautelaram no início, mas hoje - já recuperadas - continuam praticando operações de risco, porque não se entenderam em muitos pontos e acabaram seguindo suas conveniências individuais. Os bancos brasileiros comportaram-se melhor e estão seguindo uma mais rígida disciplina.
No universo dos negócios o furacão no Brasil não foi ''apenas uma marolinha'' - como desdenhou o presidente Lula -, porém não chegou a afetar tanto a economia. Parece que o pior já passou, e, em todo o mundo, as apreensões de doze meses atrás são bem menos intensas.

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