MUNDO CORPORATIVO - Inovação e sustentabilidade na agenda do empresariado
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Paula Costa Bonini<BR> Reportagem Local 
O lucro é o objetivo final das empresas, mas não pode ser perseguido a qualquer preço. Pelo contrário. O ganho econômico é compatível com preocupações éticas e ações que beneficiem o meio ambiente e a sociedade. Esses conceitos são defendidos pelo projeto BAWB (Business as an Agent of World Benefit - Negócios como Agente para Benefício Mundial, em tradução livre). A iniciativa reúne segmentos da sociedade civil e dos governos com o objetivo de fomentar iniciativas inovadoras, assim como novos processos e modelos de negócios com base sustentável.
O projeto foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU). ''As empresas devem se posicionar de maneira positiva na transformação social e política que a nova ordem econômica global está exigindo'', afirma o administrador de empresas Marcos Mueller Schelemm, assessor da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) para cooperação e projetos estratégicos. Para ele, o importante é criar ambientes de trabalho propícios à inovação.
Inovação e sustentabilidade são preocupações que já fazem parte da agenda das empresas brasileiras?
As empresas que perceberam que a sobrevivência e a capacidade de crescimento e de consolidação estão diretamente relacionadas à inovação e que a sustentabilidade é o elemento norteador e motivador deste esforço são as mais avançadas. É importante criar ambientes de trabalho propícios à inovação. Temos empresas, tanto de grande como de pequeno porte, que já estão fazendo coisas bem interessantes nesta direção.
E as empresas com melhor desempenho e retorno a seus acionistas, apontadas nos índices da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), são as que atestam a importância de ver as questões inerentes à sustentabilidade não como restrições, mas como oportunidades para seus negócios.
Como o poder público pode participar?
O que deveria acontecer é um maior diálogo entre o poder público e as empresas para que as medidas sejam definidas de modo mais realista e com maiores possibilidades de efetivação. Uma medida urgente e muito importante é avaliar e antecipar as consequênciais de uma ação não imediata. A visão deve ser a longo prazo. A educação e a conscientização dos profissionais devem ser formadas pelas escolas e universidades. Além disso, a crescente conscientização do consumidor leva a uma maior adesão a práticas sustentáveis por parte do empresariado.
Os empresários de outros países estão mais conscientes que os brasileiros?
Em muitos aspectos, sim. Na Europa, existem compromissos firmados entre empresas e governos para ações em dois grandes eixos: redução ou eliminação dos gases do efeito estufa pela via da inovação e busca pela maior eficiência no uso de recursos naturais não renováveis e em modelos de negócio que não contribuam para a destruição do ambiente e para a poluição urbana. Existe uma meta a ser atingida de redução de até 30% no impacto geral de suas operações sobre o ambiente até 2015. E isso envolve uma forte busca de inovação em processos, produtos, novos materiais e práticas de gestão.
Serviço
O evento ''Empresas que lucram e beneficiam o mundo'' será realizado nos dias 31 de agosto e 1º de setembro no Village Praça de Eventos, em Cambé. Informações pelo (43) 3379-5231. Inscrições gratuitas pelo www.bawb.org.br


