Mundo cão
Cartas publicadas em 03 de abril de 2026
Mundo cão
Os maus tratos a animais mostrou que nossas leis são fracas, inclusive para todos. A morte do cachorro Orelha por pura maldade fizeram com que muitas manifestações Brasil afora mostrasse este lado também do abandono de animais, assim como muitos pais que saem para comprar leite. O termo cachorro comunitário é apenas uma maneira poética para se dizer cachorro de rua abandonado. Em tempo de inteligência artificial não se pode usar a falta de inteligência natural, afinal poderia se chipar animais, uma maneira de que o responsável pelo pet fosse responsabilizado por seus filhos peludos porque em muitas cidades tem verdadeiras gangues de cães que sempre atacam o ser humano. O chip em todos cachorros não deixariam eles na rua, com fome e expostos às maldades humanas. O cachorro é o melhor amigo do homem e o homem é o melhor amigo do cachorro na saúde muitas vezes, como já disse certa vez um político, " cachorro também é gente ", espero que seja mais uma mentira. O mundo está um pouco melhor porque muitas pessoas deixam ração e água para cachorros, todavia nunca vi um marmitex para morador de rua em cima de um muro.
Manoel Jose Rodrigues
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Regras no Museu
Visitei na quarta-feira passada, o MON, Museu Oscar Niemaier, em Curitiba, a princípio achei tão constrangedor, seguranças obrigarem os visitantes a abrir bolsas para averiguação. Aliás, único museu de Curitiba, que faz esse procedimento digo, inadequado, para quem quer curtir arte. Frequentadores de museu, não podem ter tratamento igual, aos frequentadores de casas de show, estádios, ou mesmo casas presidiárias. Outro fato que me espantou, é que a moça que trabalha na entrada do museu, além de exigir abertur de bolsas , ainda pediu pra mim guardar meu simples leque que estava em minhas mãos, a qual uso para refrescar do calor. Tantos excessos em regras, que mais parece extrapolação de cuidado.
Célio Borba
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Política podre
Entre políticos e baratas, fico com os insetos. Me causam menos asco e basta um inseticida para me ver livre deles.
Luiz Alberico Piotto
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Uma sociedade que não escreve nem lê é uma sociedade morta!
Falar a respeito de leitura e do ato de ler é algo que traz inúmeros pontos que partem da interpretação, análise, compreensão, visão de mundo e o fator experiência.
A escrita é uma das formas de eternizar um contexto, prismando as múltiplas variações relacionadas à interpretação da leitura que sofre influência da visão de seu leitor, que nunca será passivo.
No entanto, a língua é uma forma de leitura com extensão ampliada e reforçada com códigos e símbolos superiores à escritura.
A linguagem é performática, sendo todas as formas de expressão.
Não podemos deixar de considerar a polifonia do discurso, pois as palavras ganham sentidos e disseminam uma ideologia através das múltiplas vozes que ativamente influenciam e são influenciadas pelas leituras e experiências adquiridas com as mesmas.
Tudo se cristaliza por meio da comunicação do eu com o outro.
A palavra é um elemento de extrema importância para a transmissão de uma mensagem, seja ela objetiva ou subjetiva, pois dela parte a onissignificação.
A escrita não tem unanimidade em relação à sua produção, estruturação e decodificação, pois se fecunda em um contexto que sofre influências sociais, religiosas, culturais, econômicas e geográficas.
Assim, podemos entender que ler é uma forma de ver o mundo, uma ideia que perpassa a memória, uma ferramenta seletiva.
É necessário destacar que a história da memória sofreu limitações; muitos pesquisadores e estudiosos promoveram uma leitura subjetiva dos acontecimentos e fatos que formulam este mundo hierárquico.
Há inúmeras formas de leitura: "logo, tudo é leitura", um contexto que pauta a individualidade e a coletividade complexa do mundo à nossa volta.
Em suma, o livro é uma ferramenta que materializa os contextos, os quais se perderiam no tempo, não deixando resquícios da memória, da história, da identidade, da língua e dos inúmeros símbolos utilizados pelos nossos ancestrais, os quais influenciam indiretamente ou diretamente na contemporaneidade.
Dhiogo José Caetano
OPINIÃO DO LEITOR
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