Mulheres na redação
Durante muitos anos, a Redação da Folha era quase como o Clube do Bolinha, aquele em que menina não entra. Na verdade, elas entravam na Redação, mas não para trabalhar, porque, na época, ser jornalista era coisa de homem. Elas vinham para dar notícias, conhecer os cobras do jornalismo local. Efetivamente, era uma coisa impensável, até nos anos 60, a presença de mulheres como profissionais de imprensa, pelo menos na Redação da Folha. O máximo que se podia aceitar era que algumas mulheres escrevessem artigos assinados como colunistas, o que já foi um avanço.
Quem quebrou esta escrita (se a memória não falha) foi Christiane Helena Lourenço que, com muita garra, conquistou espaço e abriu caminho para que as jornalistas começassem a fazer parte da vida diária da Redação. Christiane casou com Creso Moraes (que também trabalhava na Redação), mudou para Curitiba, deu lugar a Rose Arruda irmã do João, Carlão, Roldão, todos, como ela, grandes jornalistas que do mesmo modo agiu como pioneira e solidificou a presença feminina.
Atualmente, as mulheres estão em todos os setores do jornal e se destacam, naturalmente, na Redação. São editoras, redatoras, repórteres, fotógrafas, diagramadoras, e o mais que se possa pensar. Conquistaram o espaço, honram a profissão, são um motivo de orgulho para todos quantos se dizem jornalistas. Neste 2002, a Folha pode comemorar tranquilamente o Dia da Mulher, porque hoje elas fazem parte da rotina e da atividade do jornal.
Estelio Feldman





