Mulheres e outras vítimas de agressões sociais
Neste Dia Internacional da Mulher é sempre preciso exaltar a missão desta heroína que compõe a parcela mais sublime da humanidade e que tem sido também vítima de maus tratos, infligidos pelo homem e pelas discriminações que lhes são impostas. No mercado de trabalho a desigualdade salarial é uma realidade universal, porque mesmo nos países mais desenvolvidos a mulher recebe sempre menos que o homem, por tarefas idênticas, e esse fenômeno ocorre tambem em muitos casos em que empresas e instituições são comandadas por mulheres.
Mas se esta é a verdade, movimentos paralelos se insurgem contra a situação e partem de lideranças femininas e também masculinas. Agora mesmo a Comissão Européia lançou campanha para acabar com as diferenças salariais e contra a designação da mulher para empregos precários e de curta duração. E mais: na União Européia que se pressupõe um ponto bastante civilizado do mundo a taxa de desemprego é proporcionalmente maior entre as mulheres.
Tudo isto apesar do bom desempenho das trabalhadoras do sexo feminino, inclusive no comando dos negócios. Relatório do que ocorre na Finlandia, por exemplo, mostra que em 15 mil empresas pesquisadas, aquelas capitaneadas por mulheres são mais eficazes. No Brasil a discriminação da mulher no trabalho é evidente, mas o pior é que elas também são vítimas de agressões físicas por parte de pais, maridos, companheiros com quem vivem e namorados. Essa agressividade atinge todas as faixas etárias e converte-se tambem num problema de saúde pública, com um custo social, porque agressões resultam em ferimentos e necessidades de tratamento e forçam a entrada em ação dos organismos policiais e judiciais. E o que era mais uma ocorrência das grandes cidades espraia-se tambem pelos pequenos lugares.
Mas a violência no Brasil e no mundo não atinge apenas a mulher mas também a criança e o adolescente, os que são castigados por torturas nos cárceres e os que estão imersos no ambiente inóspito das misérias e degradações sociais. Todos estes casos tangendo as mulheres e todas as vítimas são estados de agressão permanente, que levam pessoas ao martírio da dor e do sofrimento. No rol dos culpados ressalvadas as louváveis exceções desfilam governantes, expressivo contingente da sociedade e segmentos dos próprios núcleos de pobreza, tudo isto compondo um doloroso quadro de desumanidade, de individualismo e de baixa solidariedade.





