Mulher e criminalidade
Embora as estatísticas apontem que a criminalidade tem apresentado redução no Paraná, o que é fator bastante positivo, a falta de delegacias da mulher expõe uma fragilidade que remonta há anos de falta de investimento no setor. Segundo Pesquisa de Informações Básicas Estaduais de 2012, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada mês passado, o Estado terminou o ano passado com 13 delegacias especializadas em atendimento de ocorrências de violência contra a mulher.
Era a 19ª proporção entre as 27 unidades federativas brasileiras, atrás apenas de Bahia, Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Ceará, Rio de Janeiro, Rondônia e Distrito Federal. A melhor proporção nacionalmente era a de Tocantins, onde havia uma delegacia especializada para cada grupo de 79.253 mulheres residentes no Estado.
O governo estadual alega que a estatística do IBGE está desatualizada e que o atual número de delegacias é 16. No entanto, admite que algumas unidades funcionam precariamente, sem a estrutura adequada para atendimento de mulheres. Para melhorar o serviço está sendo elaborado um diagnóstico do atendimento às vítimas. A partir do "levantamento minucioso" das deficiências, será desenvolvido um projeto para implantação nos próximos anos.
É importante a elaboração do plano, mas espera-se que todas as ações práticas sejam implantadas. O Mapa da Violência, do Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos, aponta que em 2010 o Paraná foi o terceiro Estado com maior taxa de homicídios de mulheres. Naquele ano foram registrados 338 homicídios, o que leva a uma taxa de 6,4 mortes para cada grupo de 100 mil mulheres. O índice é inferior apenas ao do Espírito Santo e de Alagoas. Esse
número precisa ser revertido urgentemente, com maior ou menor número de delegacias.





