Muito imposto, pouco serviço
Quando o assunto é arrecadação de tributos federais, o governo federal não tem do que reclamar. Ela acaba de bater novo recorde em abril ao somar R$ 92,628 bilhões de impostos arrecadados. Segundo a Receita Federal, esse valor representa um crescimento de 3,49% em relação a abril de 2011. Nos primeiros quatro meses do ano, a arrecadação chegou a R$ 349,476 bilhões, 6% a mais do que no mesmo período do ano passado.
A sociedade brasileira luta por uma reforma tributária, pois o País é um dos que mais cobram impostos e esse dinheiro não é revertido em benefícios para o povo. ''Teoricamente'', os recursos arrecadados pelos governos deveriam voltar para a população na forma de serviços públicos de qualidade. Mas não é o que acontece na prática, pois parte dessa arrecadação acaba sendo diluída por conta da corrupção e de uma gestão administrativa incompetente.
A cada ano o brasileiro tem que trabalhar mais para pagar impostos. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), em 1986 o contribuinte trabalhava 82 dias só para acertar impostos. Em 2012, serão 150 dias. O Brasil perde para a Suécia, onde o cidadão trabalha 185 dias para arcar com os impostos. Na França, são necessários 149 dias, enquanto são precisos 102 dias nos Estados Unidos e 95 dias no México.
O levantamento do IBPT levou em conta todos os tributos, impostos e contribuições pagos pelos brasileiros nas esferas federal, estadual e municipal, como Imposto de Renda, INSS, PIS, Cofins, ICMS, IPI, ISS, IPTU e IPVA.
Os impostos são muitos e as reclamações não seriam tantas se houvesse um retorno realmente satisfatório de tudo o que se paga. Mas o que se vê são os contribuintes se responsabilizando por serviços que deveriam ser assumidos pelo governo, como segurança, saúde e educação.





