O Pensionato Pousada Universitária, que fica na Rua Hugo Cabral, centro de Londrina, sempre se deu ao luxo de ter lista de espera de candidatos a uma das 28 vagas fixas. No momento, amarga ociosidade de 50%, porque a maior parte de seus hóspedes é de alunos da UEL. Não só isso: as reservas para 17 alunos de instituições de outras partes do País que fariam estágio na universidade de Londrina entre dezembro e janeiro foram canceladas. Mais ainda, os preparativos para receber os 80 candidatos ao vestibular de janeiro resultaram em prejuízos, segundo Angelina Rita Alvares, dona do pensionato.
De acordo com ela, com o cancelamento do vestibular, a queda no faturamento foi de R$ 250,00 por candidato, que é o preço que cobra pela hospedagem, alimentação e transporte. ‘‘E isso tem de ser considerado prejuízo mesmo, porque, não só deixei de faturar, como tive despesas contratadas, com o transporte, por exemplo, que é terceirizado’’, esclarece.
Atualmente são servidas 14 refeições por dia, ante as 50 em período normal, incluindo as avulsas. E, para fazer frente à queda do movimento, Angelina revela que foi necessário despedir duas funcionárias. ‘Ficamos apenas com duas, sem contar as que deixamos de contratar no período do vestibular, quando trabalhamos com 12 empregados’’, diz.
A dona da Pousada Universitária assegura que todos os pensionatos estão passando por uma situação financeira difícil em decorrência da queda do número de hóspedes por causa da suspensão das aulas da universidade. E já prevê prejuízos maiores com o cancelamento do vestibular de julho. ‘‘A nossa estrutura foi montada para atender a demanda de todo o período, incluindo os dois vestibulares. Com o cancelamento principalmente do de julho, quando chegamos a receber até 280 vestibulandos, os prejuízos serão maiores.’’ Pelos cálculos de Angelina, a suspensão dos exames de inverno diminuirá a receita do pensionato em R$ 50 mil.

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