Mudar atitudes para atenuar aquecimento
O esforço humano para diminuir o aquecimento da Terra não depende apenas de medidas governamentais, mas de cada indivíduo adulto e consciente que habita este planeta. Segundo recente relatório da Organização das Nações Unidas, nesse processo todos são vilões e todos serão vítimas. É preciso reduzir a emissão de gás carbônico (ou dióxido de carbono), que intensifica o efeito estufa e o aquecimento além dos limites aceitáveis, significando derretimento das calotas polares e enchimento dos mares, com inundações de todas as costas do mundo. Simples atitudes como desligar os aparelhos de ar condicionado já contribuem, e isto independe de ação de governos.
Outra grande medida é plantar árvores, quantas for possível e em qualquer lugar. Porque as plantas, durante o dia, respiram gás carbônico e liberam oxigênio. Entre as tantas recomendações simples, uma delas é substituir lâmpadas que consomem muita energia e trocar o carro de gasolina ou diesel pelo de motores flex. No caso do Brasil, 30% do carbono que vai para a atmosfera resulta da queima de combustíveis e 70% de queimadas e outros procedimentos poluidores do ar. Todos os cultivos absorvem alta quantidade de gases nocivos.
Também o agrônomo Xico Graziano, Secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, escreve que, além de empreender todos os esforços para evitar a emissão de gases poluentes, nada melhor do que plantar árvores. Portanto, será mais rentável o plantio de uma árvore do que se ganha ao derrubar outra e utilizar a madeira, porque a arborização sequestra carbono. Ele destaca que na reviravolta da civilização o espaço rural ganhará destaque, ''o asfalto cedendo lugar à grama e o verde substituindo o pálido concreto''. Em outras palavras, o retorno às origens. O simples ato de fumar esparge fumaça nociva à saúde humana - de fumantes e não-fumantes que a absorvem.
No caso do Brasil, se medidas radicais não forem tomadas - por governos e cidadãos - até o final deste século 25% da população existente serão afetados. Esse porcentual valerá para qualquer número populacional. Onde houver mar - e existe mar em todos os quadrantes do mundo - as águas engolirão território, nas costas, afastando os moradores para as regiões centrais. Faltará lugar para as pessoas e faltará espaço territorial para produzir alimentos. Sob todos os aspectos que se imaginar, será uma catástrofe. Esse cálculo é do Ministério do Meio Ambiente.
Se nada ou pouco for feito, os chamados eventos extremos como chuvas de intensidade acima do habitual, furacões, dias e noites mais quentes, redução da quantidade de dias frios e ondas de intenso calor - até em torno de 50 graus - serão constantes. Paralelamente haverá aumento de doenças e escassearão recursos para debelá-las a para atender a tantos doentes. Para usar uma expressão apocalíptica, e que é também uma linguagem popular para definir tragédias, será ''o começo do fim do mundo''.





