Mudanças no STF
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segunda-feira, 06 de julho de 2020
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É fato que os tribunais superiores do Judiciário, com algumas exceções, contribuem substancialmente para a crônica impunidade que grassa no país. É de extrema necessidade que essa situação seja mudada, principalmente na Suprema Corte. É impossível combater a corrupção com as gavetas do STF abarrotadas de processos, a caminho da prescrição. Felizmente, estamos em plena democracia e não dá para resolver o problema com um cabo e um soldado, como quer o imprudente deputado Eduardo Bolsonaro. Nem mais podemos contar com a CPI da Lava Toga, porque o PT e o senador investigado Flávio Bolsonaro se aliaram para enterrá-la definitivamente. Estamos a poucos meses de duas importantes alterações na composição da Corte. Em setembro, Toffoli transmite a presidência para Luiz Fux, um ministro totalmente alinhado com o lavajatismo, a operação que não pode morrer. Em novembro, Celso de Mello se aposenta. Se quiser substituí-lo com qualidade, Bolsonaro não pode errar. Com todo respeito aos adeptos do segmento religioso, essa história de "terrivelmente evangélico" não pode ser condição "sine qua non" para o exercício do cargo; são exigidos outros predicados, principalmente o notável saber jurídico e reputação ilibada. Já basta o "terrivelmente reprovado em concursos para juiz de 1ª instância" nomeado por Lula. O momento exige equilíbrio, lucidez e sabedoria, atributos escassos pelos lados do Planalto.
Ludinei Picelli (administrador de empresas)
O trágico e o bizarro para os pobres brasileiros
Duas tragédias anunciadas, as estatísticas e as mortes pela Covid-19, mostraram que os pobres, negros e pardos são os que mais sofrem com o contágio do coronavírus, em que a taxa de infecção é 2,5 vezes e meia em relação aos ricos e de alta renda que estiveram na Europa e trouxeram o víirus. Os pobres nem conseguiram viajar para seus estados no Nordeste para trazer rapaduras, doce de leite e mel, tiveram que ficar enclausurados nas periferias aos milhares sem acesso à saúde a não ser em caso de infecção. Triste estatística em que os pobres, negros e pardos das periferias pagam muito com a própria vida. Isso é o Brasil hoje que de 1.310.000 infectados, 960.000 são das periferias.
Com tristeza,
José Pedro Naisser (ecologista) Curitiba


