A redução de impostos, se bem equacionada, é uma solução positiva para todos os setores da economia. É um incentivo aos investimentos que, certamente, contribuirão para a abertura de mais vagas de trabalho e para a geração de renda da população. O anúncio do programa ''Paraná Competitivo'', feito recentemente pelo governador Beto Richa (PSDB), deverá modificar a atual política fiscal do Estado por meio da concessão de incentivos ao empresariado.
As medidas estão relacionadas à modificação dos descontos percentuais e aos prazos de prorrogação do pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Há ainda possibilidade de concessão de outros benefícios solicitados mas, nesse caso, as propostas serão avaliadas isoladamente. No entanto, dados divulgados pelo governo revelam a necessidade do programa.
Nos últimos anos o Paraná perdeu participação no Produto Interno Brasileiro. Entre 2003 e 2009 o índice caiu de 6,4% para 5,9%. As exportações também registraram decréscimo no mesmo perído: de 9,8% para 7%. O Paraná não pode continuar a manter esse cenário de perdas econômicas. É preciso, no mínimo, estabelecer políticas que promovam a concorrência igualitária entre os Estados e que contribuam para a reversão dos índices.
De acordo com o governador, foram feitos estudos para aperfeiçoar a política fiscal já praticada por outros Estados. Além disso, a intenção é trabalhar em outras vertentes como: qualificação profissional, infraestrutura, fomento fiscal e financiamento de crédito. Essas medidas certamente contribuirão para o crescimento sustentável da economia, que é o fator mais importante.
A qualificação profissional é urgente e já é apontada como um entrave ao crescimento. A deficitária infraestrutura também não é mais novidade. O crédito, sempre que concedido de forma criteriosa, é uma boa alternativa de fomento. São medidas necessárias que devem contribuir para que o Paraná saia do marasmo econômico.

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