Se bem aplicadas as alterações na Lei Cidade Limpa, sancionadas ontem pelo prefeito Alexandre Kireeff (PSD), devem surtir um efeito positivo na cidade. Conforme a nova redação da lei municipal número 10.966/2010 poderão ser firmadas parcerias, por meio de licitação, com a iniciativa privada para aquisição, instalação e manutenção do mobiliário de praças, canteiros e áreas verdes. Em contrapartida, as empresas têm o direito de explorar o espaço com propagandas no local.
Segundo o prefeito, a lei é uma alternativa "diante da falta de recursos" da prefeitura. É importante que usuários do transporte coletivo tenham mais conforto ao esperar seu veículo. Pontos de espera sem bancos e cobertura são um incômodo em qualquer dia, com sol ou chuva. Importante ressaltar, inclusive, que os atuais modelos instalados em alguns pontos da cidade que contam com cobertura também pouco protegem os usuários. Em dias chuvosos, por exemplo, é comum usuários ficarem de pé sobre o banco para escapar da água.
Canteiros, rotatórias e ilhas das avenidas bem cuidados contribuem para embelezar a cidade. Ainda seria interessante que a prefeitura padronizasse os projetos paisagísticos para evitar discrepâncias entre as áreas verdes. Outro ponto é garantir que a cidade toda seja beneficiada, não apenas a região central e locais de maior movimento. Ao assumir esses espaços, a iniciativa privada impedirá a sua deterioração, situação também bastante comum de locais públicos.
No entanto, também é preciso atenção à poluição visual, como alguns londrinenses demonstram preocupação. É importante que a cidade se mantenha cuidada e organizada, mas que a propaganda exposta não se torne excessiva. Há dois anos, quando a Lei Cidade Limpa foi implantada houve polêmica, principalmente entre os comerciantes, que tiveram que fazer adequações nas fachadas. Passada essa fase, verifica-se que o saldo foi positivo e, portanto, não pode haver retrocesso.

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