Mudança de hábitos
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 23 de março de 2020
Folha de Londrina 
Não é só uma gripezinha, como quer nos fazer acreditar o presidente da República. A pandemia do coronavírus é real e todos os cuidados mencionados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e replicados por profissionais da área e gestores com o mínimo de responsabilidade para que possamos enfrentar a doença devem ser tomados.
Nesse sentido, Londrina, por meio do prefeito Marcelo Belinati, adotou a prevenção como a solução mais à mão para evitar que o contágio se propague por aqui. A cidade já tem três casos confirmados, e ainda que o município ainda não possua a transmissão comunitária do vírus, caracterizada quando não há possibilidade de identificação da origem, de fato todo cuidado se faz necessário.
O prefeito decretou uma quarentena de 15 dias, a partir do último domingo (22), que estabelece o fechamento de diversos locais e estabelecimentos, incluindo o comércio. Uma decisão sensata que teve o aval da própria Associação Comercial e Industrial de Londrina.
É claro que os efeitos econômicos serão imediatos e devem nortear as políticas de incentivo já pensadas pela União para buscar a recuperação de toda a cadeia produtiva passada a crise, mas parece inquestionável que aplicação das medidas restritivas.
Como mostra a FOLHA na edição desta segunda, salvo alguns atos de desobediência verificados especialmente nos lugares públicos, os londrinenses mostraram que estão conscientes da gravidade da situação. As ruas estavam claramente mais vazias já a partir da sexta-feira à noite, assim como os supermercados. O fluxo de veículos nas rodovias que cortam o perímetro urbano da cidade também foi menor.
As áreas de lazer, como o entorno do lago Igapó, um dos refúgios mais procurados pela população, estiveram praticamente desertas no final de semana, o primeiro da quarentena.
A escalada da doença no país - até ontem já eram 25 mortes e 1.546 casos confirmados – obriga a população a adotar as principais medidas preventivas, como evitar aglomeração, higienizar os ambientes e lavar bem as mãos com água e sabão. A quarentena também nos obriga a adotar hábitos às vezes já esquecidos, como dedicar parte do tempo à saúde mental.
E em tempos de propagação de fake news nas redes sociais, uma outra sábia maneira de se proteger da Covid-19 é buscar a informação correta. O papel da imprensa isenta é fundamental para esclarecer a população sobre o que há de risco iminente e o que é desinformação em meio à pandemia. Nesta segunda, a FOLHA reforça a ação da ANJ (Associação Nacional dos Jornais) denominada "Vamos juntos derrotar o vírus - unidos pela informação e pela responsabilidade", com a hashtag #imprensacontraovirus. Afinal, o combate às fake news é tão importante quanto a luta contra o coronavírus.
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