MST tenta revogar prisão de José Rainha
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terça-feira, 28 de maio de 2002
José Maria Tomazela Agência Estado 
Sorocaba - Advogados do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) dão entrada hoje em pedidos de habeas-corpus em tribunais de São Paulo para tentar revogar os mandados de prisão preventiva dos cinco principais líderes do movimento no Pontal do Paranapanema, entre eles José Rainha Júnior. O grupo é acusado de formação de quadrilha. Todos estão foragidos.
A estratégia da defesa dos militantes será explicada em entrevista coletiva marcada para as 11 horas, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção de São Paulo, informou a secretaria estadual do MST. Participam da entrevista o líder nacional do MST, João Pedro Stédile, e o advogado João Sady, da Comissão de Direitos Humanos da OAB. O MST acusa o Judiciário do Pontal de ser conivente com os latifundiários e perseguir os integrantes do movimento.
Além de José Rainha, estão com prisão decretada os líderes Sérgio Pantaleão, Márcio Barreto, Valmir Rodrigues Chaves e Zelitro Luz da Silva. Os mandados, assinados pelo juiz de Teodoro Sampaio, Atis de Araujo Oliveira, foram repassados às polícias Civil e Militar. O comandante da PM em Teodoro Sampaio, capitão Francisco Batista Leopoldo Júnior, acredita que os procurados já deixaram o Pontal. Nossos policiais moram na área e conhecem bem a região. Se eles estivessem por aqui, já teriam sido presos.
A polícia também procura os militantes Ismael Vidal e José Lauro dos Santos, acusados com outros seis integrantes do MST, já presos, de formação de quadrilha, furtos e danos. Os advogados vão tentar libertar os presos Edenilton Henrique Batista, Edison Lourenço de Souza, José Guilherme dos Santos, Rosalina Rodrigues de Oliveira Acorsi, Alcides Gonçalves e Américo Moreira de Azevedo.


