Belém - O Ministério Público Federal (MPF) do Pará denunciou ontem 56 pessoas à Justiça Federal acusadas de desviar R$ 58,2 milhões em 12 projetos na região de Altamira (PA) beneficiados por fraudes contra a extinta Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Os envolvidos foram denunciados por estelionato, falsidade ideológica, uso de documentos falsos, formação de quadrilha e crimes praticados contra o sistema financeiro.
A investigação no Pará é mais um desdobramento dos inquéritos que apontaram desvios de verbas, que levaram o governo a extinguir a instituição. O rombo das fraudes na Sudam está estimado em R$ 1,7 bilhão, segundo o seu ex-interventor, José Diogo Cyrillo da Silva. A instituição liberava entre R$ 500 milhões e R$ 600 milhões anualmente para projetos.
Após um ano de investigação foram denunciados no Pará os projetos Frango Modelo, Beira Mata, Vitória Régia, Pedra Roxa, WR, Uruará, Agropalmi, Sabisa, Vemag, Natupalmi, Propanorte e Propamar. Dos 12 projetos, a contadora Maria Auxiliadora Martins - apontada como beneficiária dos desvios - aparece como envolvida em 11. Ela não foi localizada ontem para comentar as acusações, mas sempre negou participar de desvio de dinheiro da Sudam.
As fraudes também envolvem empresários e políticos da região transamazônica. As investigações foram feitas em conjunto pela Receita Federal, Policia Federal e pelo Ministério Público Federal.
Jader- Outro inquérito sobre desvios realizado pelo Ministério Público Federal do Tocantins apura a existência de uma organização criminosa que teria desviado R$ 132 milhões da Sudam.O ex-senador Jader Barbalho é apontado nesta investigação do Tocantins como beneficiário de R$ 14 milhões e suposto líder do grupo composto por 58 pessoas. Ele nega as acusações.

mockup