Cascavel - O promotor de Justiça Marcelo Balzer Correia, de Cascavel, concedeu ontem uma entrevista coletiva para falar sobre o inquérito policial que investigava a morte do deputado estadual, Tiago de Amorim Novaes (PTB), ocorrida em 18 de dezembro do ano passado. O promotor entendeu que não é possível oferecer denúncia contra os suspeitos acusados pelo delegado Alexandre Macorin, pois o relatório final se apresentou ‘‘ambíguo, indefinido e incerto’’.
Para Marcelo, mesmo após cinco meses de investigação por parte da Polícia Civil, não ficou claro no relatório quem foi responsável pelos cinco tiros que vitimaram o deputado, quem contratou os pistoleiros e se o policial civil João Adão Sampaio Schisler foi realmente o responsável pela articulação do crime. O promotor disse que as investigações deverão ser retomadas, mas não pela polícia, e sim pela Promotoria de Investigação Criminal (PIC), em Curitiba.
A insatisfação do promotor com as investigações é tão grande, que ele encaminhou à Justiça um pedido de revogação dos mandados de prisão do próprio policial e de outros dois suspeitos que estão presos, Claúdio Honório da Silva, acusado de transportar a moto utilizada no crime para Curitiba, e Joelço Antunes das Chagas, o ‘‘Guinho’’, que acusa Sampaio de ser o contratante do crime.
Na solicitação encaminhada à 1ª Vara Criminal de Cascavel, Marcelo Balzer pede somente que os dois mandados de prisão preventiva expedidos contra dois pistoleiros, que estão foragidos e que seriam os responsáveis pelo crime, sejam mantidos. Os nomes não podem ser divulgados para não atrapalhar as diligências.
O promotor acrescenta que no relatório apresentado por Macorin faltam detalhes importantes, como a transcrição de duas fitas cassetes que estão sendo analisadas pela perícia da Polícia Civil, além de cópias dos sigilos telefônicos e bancários que foram quebrados durante as investigações. O perito Celestino Boguer prometeu concluir o trabalho de análise das fitas neste final de semana.

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