A promotora de Defesa do Patrimônio Público, Solange Vicentin, está aguardando a designação de um juiz pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ) para dar andamento em uma nova ação civil pública do caso Ama/Comurb.
No dia 23 de maio, a promotora encaminhou a 4ª Vara Criminal, uma petição solicitando cópias de pedidos de quebra de sigilos em ações sobre o desvio de dinheiro da Prefeitura de Londrina, que tramitam naquela vara para instruir a nova denúncia. No entanto, a juíza da 4ª Vara, Carla Pedalino, se declarou impedida de analisar as ações, atribuindo ao Tribunal a responsabilidade em designar outro juiz.
Segundo a Folha apurou, a nova ação civil pública, que deve ser protocolada na próxima semana, denuncia a mesma irregularidade relatada na ação criminal, com pedidos de prisão preventiva, ajuizada na última quinta-feira. Duas licitações da extinta Companhia Municipal de Urbanização (Comurb, hoje CMTU), no valor de R$ 224 mil, teriam sido fraudadas em 98, e os recursos, desviados.
A ação criminal, que cita 18 pessoas como envolvidas nos desvios, entre eles empresários, ex-secretários, e ex-servidores, também depende de designação de um juiz pelo TJ para ser apreciada. Com a indicação do ex-juiz da 4ª Vara Criminal, Arquelau Araújo Ribas, para o Tribunal de Alçada, e o impedimento por questões de foro íntimo da juíza Carla Pedalino, atualmente, outras oito ações criminais do caso Ama-Comurb estão paradas.

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