O desânimo nas eleições sensibilizou a forte Câmara de Comércio e Indústria de Posadas, entidade com quase mil associados - a maioria do setor madeireiro, do plantio de erva-mate, chá e tabaco. Ela lançou documento alertando os cidadãos quanto à importância de participar com consciência.
''O povo tem uma opção: eleger sabiamente os futuros governantes e iniciar o difícil caminho da reconstrução do país e do estado ou aceitar falsas promessas vazias, elegendo apenas mais um'', diz a carta. Para a instituição, o voto em branco ajuda os maus políticos, que podem ser eleitos com uma pequena faixa de votos.
O jornalista mais antigo de Missiones, Alberto Monaca, 73, diz no alto dos seus 55 anos de profissão que a sociedade quer uma renovação de ética, de moral, de combate à corrupção e dos privilégios políticos. Para ele, ninguém almeja a continuidade do modelo neoliberal iniciado pelo ex-presidente e atual candidato Carlos Menem.
''O voto em branco resultará num presidente eleito com legitimidade, porém sem representatividade'', afirma Monaca. Ele diz esperar a repetição do êxito eleitoral da esquerda brasileira em solo portenho. ''O povo brasileiro esperou três eleições para eleger Luiz Inácio Lula da Silva. Se o argentino desejar, elege um político progressista agora'', conclui.

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