Motoristas mais conscientes
As mortes no trânsito paranaense caíram significativamente no primeiro trimestre de 2013 em relação ao mesmo período do ano anterior. A notícia foi recebida com alívio pela sociedade, embora as análises de especialistas ouvidos pela Folha de Londrina indiquem cautela. Um dos pesquisadores considerou que a queda de 23% na quantidade de homicídios culposos (sem intenção de matar) no trânsito do Estado não é consequência de uma mudança de comportamento dos motoristas e pedestres, mas de vários fatores, entre eles, a presença dos congestionamentos, cada vez mais comuns nas grandes cidades. São eles que estariam ajudando a impedir que os carros circulem em velocidade acima do permitido. Ainda não foi possível apontar se a maior rigidez da Lei Seca foi suficiente para reduzir os acidentes e as vítimas fatais.
O balanço apontando a queda no número de óbitos foi divulgado anteontem pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp). Os dados fazem parte do Relatório Estatístico Criminal de Homicídio Culposo de Trânsito, elaborado pela Coordenadoria de Análise e Planejamento Estratégico (Cape). A quantidade de vítimas fatais nas vias urbanas e rodovias do Paraná passou de 591 no primeiro trimestre de 2012 para 455 nos três primeiros meses deste ano. Entre as maiores cidades, Foz do Iguaçu e Londrina apresentaram as maiores quedas: 55% e 51% , respectivamente. Em Curitiba, a diminuição foi de 20%; em Maringá, 22%; Cascavel, 30%. Apenas em Ponta Grossa, o índice não foi tão animador e ficou em torno de 7%.
O balanço do número de acidentes nas rodovias que cortam o Paraná, no último feriadão de Corpus Christi, também trouxe boa notícia. A redução no número de vítimas fatais em relação ao mesmo período de 2012 chegou a quase 50%. E a quantidade de acidentes e feridos também caiu.
Espera-se que a queda nos índices não seja um avanço isolado e momentâneo e que esses números continuem diminuindo. A redução é resultado de uma série de fatores, como maior fiscalização nas rodovias e vias urbanas. Mesmo que recente, a Lei Seca deve ter influenciado nesses números reforçando a teoria de que a tão aguardada mudança de comportamento e conscientização dos motoristas brasileiros passa pelo rigor da fiscalização e da punição.





