Mortes no trânsito
O Paraná ficou em primeiro lugar em um ranking bastante vergonhoso. O Estado registrou o maior número de mortes do País nas rodovias federais durante o feriadão de carnaval, que terminou na última quarta-feira. Da zero hora de sexta-feira até a meia-noite de quarta, 25 pessoas perderam a vida nas estradas administradas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). O aumento foi de 127% em relação ao ano passado, quando foram registradas 11 mortes. Apenas dois acidentes, um na região oeste e outro nos Campos Gerais, foram responsáveis pela morte de dez pessoas.
O Estado que historicamente era campeão neste ranking, Minas Gerais, dessa vez ficou em segundo lugar, com 24 óbitos. Lembrando que os mineiros têm a maior malha viária do Brasil. Segundo o balanço da polícia, o número de mortes nas rodovias federais do País caiu 6% em comparação ao mesmo período de 2013. No caso do Paraná, também houve redução na área de abrangência da PRF. No último feriadão, aconteceram 354 acidentes e 224 feridos. No ano passado, foram 374 colisões e 220 feridos.
O comando da PRF do Paraná não esperava um número tão grande de vítimas fatais, pois esse índice vinha caindo desde 2011. A corporação manteve vigilância nos 25 pontos considerados mais críticos, tanto que não houve registro de acidentes graves nesses locais. Para a Páscoa, a estratégia deverá mudar e os policiais vão tentar coibir, por meio de aplicação de multas, excesso de velocidade e ultrapassagens em locais proibidos - justamente essas condutas que provocaram os acidentes mais graves.
Quase 70% das mortes ocorreram devido a colisões frontais. Ou seja, a irresponsabilidade do condutor, traduzida em ultrapassagens irregulares, foi a grande responsável pela violência nas rodovias paranaenses. A cada final de feriado, a imprensa traz o balanço de mortos e feridos nas estradas e o grande problema é que o brasileiro parece estar se acostumando com essas notícias, como se os acidentes de trânsito fossem tragédias inevitáveis.





