Diminuiu o número de mortes no trânsito paranaense em 2013, quando comparado com o ano anterior. Enquanto em 2012 foram registradas 2.555 óbitos em acidentes nas vias urbanas e rodovias estaduais e federais, em 2013 foram 2.036. As informações foram levantadas pela Coordenadoria de Análise e Planejamento Estratégico (Cape) da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp). A informação é positiva, mas ainda não é uma boa notícia. Principalmente porque fazendo a conta, chega-se à conclusão que o trânsito mata seis pessoas por dia no Paraná. É um número que precisa diminuir.
Vale lembrar que o Brasil é um dos países que assinaram compromisso na Organização das Nações Unidas (ONU) para promover a segurança no trânsito. A resolução define o período entre 2011 e 2020 como a ‘’Década de Ações Para a Segurança no Trânsito’’. A ONU convocou os líderes mundiais a abraçarem essa causa porque em 2010, cerca de 1,3 milhão de pessoas de 178 países perderam a vida em acidentes de trânsito. E cerca de 50 milhões sobreviveram com sequelas.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), trata-se da nona maior causa de mortes no mundo. Se esse quadro não for revertido, a OMS calcula que em 2020 o trânsito vai matar 1,9 milhão de pessoas em todo o mundo, passando para a quinta causa. Ainda segundo a OMS, o problema é mais grave nos países de média e baixa renda. As últimas pesquisas realizadas no Brasil mostraram cerca de 43 mil vítimas fatais todos os anos devido a acidentes de trânsito.
No caso das ocorrências registradas ano passado no Paraná, é importante perceber que a maior parte das mortes poderia ser evitada. Isso porque, segundo a Polícia Rodoviária Federal, 95% dos acidentes fatais ocorrem por falha humana. Resolver esse problema é um trabalho complexo que precisa de ações articuladas.
Educação para o trânsito, rigor na emissão de carteiras de habilitação e punição de motoristas infratores já mostraram efeitos positivos em vários países e deve funcionar no Brasil.

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