Mortes começaram em 1999 e tinham conotação sexual
Vinte e cinco de outubro de 1999. Maria Isabel da Rosa, de 35 anos, é encontrada por populares morta em uma matagal às margens da Rodovia dos Minérios, nas proximidades de Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba. Como estava com a calcinha arriada, a principal suspeita da polícia era que tivesse sido vítima de um maníaco sexual. Dois meses depois, mais uma morte com as mesmas características. Maria Isabel da Rosa, 37 anos, foi assassinada no dia 25 de outubro de 1999.
A hipótese sobre um maníaco sexual estar agindo na região caiu por terra quando foram emitidos os laudos do Instituto Médico-Legal (IML) que confirmaram que as vítimas não sofreram violência sexual. Com isso, as investigações voltaram à estaca zero.
Em março de 2000, foi preso Luciano Reis dos Santos, conhecido como Diabo Loiro. Ele confessou o assassinato de três mulheres na região. Ele falou que matava as mulheres para roubar dinheiro porque estava desempregado. Mas os crimes continuaram acontecendo mesmo com a prisão de Luciano. Foram outras quatro mortes sem explicação. Todas nos mesmos moldes. Em 2001, as mortes foram intensificadas. Os assassinatos chegaram a contabilizar oito vítimas mulheres. Todos os corpos foram encontrados quase em estado de decomposição e com as mesmas características das anteriores. Neste ano foram mais quatro mortes. A última, ocorrido no dia 5 de maio, não é atribuída ao crime organizado. A doméstica Creusa Ferreira teria sido vítima de um crime passional.
Os primeiros inquéritos relativos aos municípios de Itaperuçu e Rio Branco do Sul começaram a chegar até a delegada Vanessa Alice, que acompanha as investigações dos crimes: o de Neriane Rosário Veloso, 14, morta no dia 24 de outubro de 1998, em Itaperuçu e o de Gilmara Rodrigues de Oliveira, 22, encontrada morta no dia 18 de maio de 1999, em Rio Branco do Sul.





