Estudo divulgado pela Organização Mundial da Saúde aponta que a mortalidade materna caiu significativamente nos últimos 25 anos, mas que poucos países conseguiram atingir a meta imposta pelas Organizações das Nações Unidas (ONU) e definidas pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. O Brasil, signatário da ONU, reduziu o índice nacional, mas ainda está bem longe do ideal. Nesse período, os casos de mortalidade materna foram reduzidos pela metade – a taxa caiu de 140 mães por 100 mil nascidos vivos, em 1990, para 69 mães por 100 mil nascidos vivos em 2014.
Esses números mostram importantes avanços, mas bem distante de atingir a meta da ONU, que era chegar a uma taxa de 35 mortes por 100 mil nascimentos. No entanto, a análise mostra uma informação mais perversa: as mortes poderiam ter sido evitadas. As duas principais causas diretas específicas de morte materna são a hipertensão e a hemorragia. Cuidados básicos e a realização do pré-natal por todas as gestantes poderiam evitar esses óbitos. Esses dados, quando divulgados, exemplificam e jogam uma luz sobre a fragilidade do sistema de saúde brasileiro.
A proteção da vida tem que ser prioridade de qualquer governo. Inadmissível que essas mortes continuem a ocorrer, investimentos se fazem extremamente necessários. A saúde, direito garantido pela Constituição Federal, é uma das deficiências do País e, além de orçamento, é preciso que os recursos sejam bem aplicados em estrutura e capacitação dos profissionais.
No ano passado foram registradas 303 mil mortes de mulheres no mundo em consequência de complicações durante ou depois da gravidez, durante o parto ou nas semanas posteriores. As complicações durante a gravidez ou o parto representam a principal causa de óbito entre as adolescentes na maioria dos países em desenvolvimento. Os números reforçam a necessidade de se traçar estratégias consistentes que contribuam para reduzir a mortailidade materna.

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