Curitiba As condições de saneamento básico e de mortalidade infantil no Paraná melhoraram bastante na última década, mas ainda deixam o Estado em situação ruim na comparação com os outros estados do Sul. O Paraná conseguiu reduzir a taxa de mortalidade infantil em um ritmo superior ao de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, por exemplo, mas ainda possui um índice alto, considerando que é uma região rica e com médio desenvolvimento.
Em 1990, 36,97 crianças em cada mil nascidas morriam no Paraná. A taxa passou para 22,15 em 2000, o que representa queda de 40,1% na década. Apesar do Rio Grande do Sul ter reduzido apenas em 32,1% a mortalidade naquele Estado, a taxa atual, segundo o IBGE, é de 15,96 crianças mortas em cada mil nascidas. Santa Catarina teve desempenho semelhante: teve o índice reduzido em 38%, chegando à mortalidade infantil de 18,05.
Segundo a coordenadora estadual da Pastoral da Criança no Paraná, Marilde Fávero, a falta de cuidados básicos era uma das principais causas de mortes nas comunidades. ''As crianças morriam por motivos previsíveis, que poderiam ser evitados'', relatou. Marilde disse que enquanto a taxa média de mortalidade no Paraná era de 22,5, nas regiões atendidas pela Pastoral da Criança o índice era apenas de 12 mortes a cada mil crianças vivas.
As condições de moradia no Paraná são inferiores às observadas no Brasil. O IBGE considera como adequados os domicílios atendidos por rede de geral de abastecimento de água, existência de banheiro ou sanitário, com rede geral de esgoto ou pluvial ou fossa séptica e lixo coletado.
Os domicílios que apresentaram essas condições no Paraná em 2000 totalizaram 1,3 milhão, ou 50% do total das 2.664.054 residências. Em 1991, eram apenas 35,72%, mas o crescimento não foi suficiente para igualar o Estado a outras regiões. A Região Sul tem índice de adequabilidade domiciliar de 56,97%, e o Brasil, de 56,47%. ''Houve descaso de governos anteriores na questão social. A Sanepar, por exemplo, ao passar por uma privatização parcial, passou a priorizar os lucros'', avaliou o presidente do Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge), Raska Rodrigues.

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