Moradores do trecho inicial da Rua Madeira, na Vila Portuguesa, área central de Londrina, fizeram um protesto, ontem à tarde, para reclamar das péssimas condições do asfalto. Eles amontoaram pedaços do próprio asfalto, madeira e sacos de lixo no meio da rua, impedindo a passagem de um ônibus. A movimentação teve fim com a chegada da Polícia Militar que, segundo os moradores, dará cobertura a um novo protesto hoje, às 16 horas.
De acordo com Raquel de Fátima Ilmer, que mora no local há 30 anos, a rua foi asfaltada pelos próprios moradores há cerca de seis anos, por isso, não tem estrutura para suportar os veículos pesados que começaram a transitar por ali há quatro meses, após as alterações no trânsito na Rua Jorge Casoni.
Com a chuva constante que vem atingindo Londrina nos últimos dias, os buracos e os pedregulhos vêm causando muitos transtornos. ''A água fica empoçada e é espirrada para dentro de casa quando ônibus e caminhões passam. O portão, então, parece que foi pintado de barro'', diz Raquel, atentando ainda para o tamanho reduzido das calçadas. ''Isso aqui, ao meio-dia e às seis horas, vira um trânsito infernal. Qualquer dia alguém vai ser atropelado'', adverte ela. As tremulações também são intensas. ''O vidro da sala da minha vizinha quebrou'', conta Raquel.
A dona de casa Aparecida Leite de Souza é outra moradora que sofre com os estragos da rua. ''É muita lama que entra dentro de casa'', conta. Segundo ela, quando o ônibus passa, pedras voam para dentro dos cômodos. ''Olha o perigo de acertar a cabeça de alguém'', observa sua filha, Denilza Ribeiro. Na prefeitura, os moradores foram informados de que as providências serão tomadas somente em fevereiro.

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