Moradores em situação de rua
Toda cidade convive com moradores de rua. É um problema antigo e de difícil solução. Na maior parte dos casos a vizinhança se sente incomodada por essas pessoas que, geralmente, ficam em locais públicos ou abandonados consumindo drogas e bebidas alcoólicas e ainda acumulam lixo nos locais. No entanto, não basta simplesmente remover essas pessoas. É preciso garantir dignidade a elas, primeiramente com a identificação das causas que as levaram a essa situação e, posteriormente, com o tratamento correto.
Estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que entre 0,6% e 1% da população brasileira sejam moradores de rua. Portanto, dos cerca de 193 milhões de brasileiros, até 1,8 milhão não têm um teto. Em Londrina, dados da Secretaria Municipal de Assistência Social revelam que cerca de 300 pessoas estão em situação de rua. A idade é bem variável, de 12 a 87 anos, mas 60% desse grupo têm entre 20 e 40 anos. No entanto, uma das preocupações é com o aumento dessa população neste período do ano. Com o maior movimento de consumidores nas ruas, aumenta o número de pedintes. Quem vive de esmola chega a ganhar R$ 100 por dia, um valor alto.
Por isso, a Assistência Social pretende desenvolver campanhas de conscientização contra a esmola. As ''moedinhas'' doadas pela população estimulam essas pessoas a permanecer nas ruas, como uma forma de manter o vício. O problema é que o tratamento contra o uso de drogas ou bebidas alcoólicas tem que ser consentido e a maioria deles recusa. E, por isso, esse trabalho é importante. É preciso que as pessoas queiram deixar as ruas, que sintam vontade de voltar a conviver com a família, de ter uma casa, um emprego.
Ao invés de dar esmola ao morador de rua, as doações poderiam ser direcionadas às entidades assistenciais que cuidam dessas pessoas. Ao doar dinheiro, alimentos ou materiais essas casas teriam condições de manter o trabalho e, quem sabe, contribuir para essas pessoas deixem definitivamente as ruas.





