Momento de incerteza para o agronegócio
As notícias relativas ao agronegócio paranaense neste início de ano chegam cercadas de incertezas. Logo nos primeiros dias de 2012, os pecuaristas do Paraná foram surpreendidos com a confirmação de mais um foco de febre aftosa no Paraguai. Logo em seguida, levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), órgão da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab), apontou que a estiagem provocada pelo fenômeno La NiÀa fez estrago bilionário na safra de grãos 2011/12 em todo o Estado.
Os primeiros dados oficiais indicam uma quebra de 11,5% na produção, que era estimada em 22,13 milhões de toneladas. Devido à seca, segundo o Deral, os agricultores paranaenses já perderam 2,55 milhões de toneladas de soja, milho e feijão.
O prejuízo estimado é de R$ 1,52 bilhão. Para se ter uma dimensão desse valor, vale lembrar que o orçamento da Prefeitura de Londrina para 2012 é R$ 1,1 bilhão. A região mais afetada do Estado é o Oeste. Lá, os produtores calculam perdas de até 60% das plantações. Porém, há casos de 100% de lavouras perdidas. A seca começou em meados de novembro passado e as chuvas isoladas nos últimos dias não foram suficientes para amenizar o problema.
Se em relação ao clima, São Pedro não tem ajudado os produtores paranaenses, no enfrentamento da aftosa a situação é um pouco mais confortável, ainda que não seja possível baixar a guarda por nem um momento. Governos estadual e federal intensificaram a fiscalização na fronteira e garantem que o vírus não vai cruzar o Rio Paraná. Que assim seja.
Estado agrícola por vocação, o Paraná poderá ter sua economia afetada no balanço geral deste ano se forem confirmadas novas quebras na produção de grãos. Afinal, as exportações de commodities ajudaram o Estado a se destacar no cenário nacional em 2011. Graças a elas, o Produto Interno Bruto (PIB) paranaense cresceu 4,1% no ano passado e superou o índice nacional de 3%.





