Modelos de privatização
Parceria público privada (PPP) para a administração dos aeroportos de médio porte pode até ser uma boa solução, desde que as empresas vencedoras façam os investimentos necessários previstos em contrato e recebam algum tipo de punição se não o fizerem. O Aeroporto José Richa, de Londrina, que pode ser incluído no estudo do governo federal para ''privatização'', como mostrou a FOLHA ontem é o segundo maior em movimentação do Paraná, com projeção de receber cerca de 1,2 milhão de passageiros neste ano.
Em fevereiro, o governo cedeu à iniciativa privada três grandes aeroportos: Guarulhos e Campinas, em São Paulo, e Brasília (DF) que, juntos, concentram 30% dos passageiros. No entanto, esse modelo de concessão desagrada até mesmo as empresas aéreas que temem um aumento da tarifa de embarque por conta dos altos investimentos feitos pelas empresas vencedoras. Para o plano de logística, anunciado recentemente pelo governo, o modelo adotado para as ferrovias foi a PPP, enquanto para as rodovias o sistema será de concessão.
Informações já divulgadas pela imprensa dão conta que a presidente Dilma Rousseff teria solicitado à Secretaria de Aviação Civil um modelo alternativo com regras mais rígidas para as novas concessões de aeroportos. Isso seria fundamental para garantir o cumprimento do contrato e os investimentos previstos. Seria de grande importância para que a população percebesse que há alguma vantagem nessas parcerias feitas pelos governos.
Sem dúvida a infraestrutura brasileira precisa ser melhorada. Aeroportos, portos, rodovias e ferroviais já não atendem adequadamente as demandas do País, necessárias para o crescimento econômico. As parcerias podem ser uma solução, mas é necessário que haja acompanhamento para que a população não seja penalizada com alto custo de tarifas sem a oferta de serviços melhores.





