Imóveis desocupados, de propriedade pública e privada, são problema de segurança pública e vigilância sanitária. Existentes praticamente em todos os municípios, é preciso criar mecanismos que tornem obrigatória sua utilização depois de prontos – ou demolição, se desapropriados. Reportagem de hoje do caderno Cidades discute o assunto.
No caso da matéria, prédios públicos ou sob responsabilidade da administração municipal que estão desativados têm gerado grande incômodo à vizinhança. É o caso da Avenida Salgado Filho (zona leste), onde dez imóveis de uma quadra foram desapropriados para ampliação do Aeroporto Governador José Richa. Os moradores deixaram suas casas há quase dois anos e, desde então, essas construções se tornaram mocós. Outros pontos apontados são da Unidade Básica de Saúde da Vila Fraternidade (zona leste) e o Centro Municipal de Educação Infantil do Conjunto Maria Celina (zona norte). São espaços que deveriam servir à população, mas que abandonados criam efeito contrário. Os vizinhos são vítimas constantes de assaltos e furtos e têm sua tranquilidade ameaçada, gerando um clima de insegurança.
Somado a esses prédios públicos, pode-se acrescentar os esqueletos de edifícios localizados na área central, muitos deles em área nobre da cidade. Nesse caso, são obras inacabadas da iniciativa privada e que trazem os mesmos prejuízos. Aplicação de multas ou até a desapropriação dos imóveis há anos abandonados são iniciativas que poderiam ser adotadas.
Por isso, seria interessante que a sociedade pressione o poder público na busca de soluções rápidas para o problema. Em que pese a burocracia presente nas administrações, é possível trabalhar com leis que determinem uma solução rápida, que minimizem os danos à população. A vizinhança não pode ser obrigada a continuar convivendo com um problema que não foi criado por ela.

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