Mobilizações para salvar o Brasil
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Só a mobilização das classes produtoras, de instituições da vida civil, de empresas, de igrejas e dos cidadãos em geral é que frearão as ações do Governo prejudiciais ao povo, como a sangria tributária, o desmando, a ausência de projetos e a dilapidação do dinheiro público. Assiste-se no momento ao despertar da nação contra abusos, pela reação das confederações de agricultura, indústria e comércio, da Ordem dos Advogados do Brasil, de segmentos políticos da oposição, contra a elevação e criação de impostos. E agora também uma empresa do Paraná decidiu insurgir-se e ingressa com ação no Supremo Tribunal Federal contra a Medida Provisória 232, que elevou a base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e do Imposto de Renda, e outros malefícios fiscais. Isto demonstra que quando uma reação forte se inicia, um encorajamento nacional passa a ocorrer, com um despertamento patriótico e um renascer de esperanças. Quando o Governo Lula assumiu, todos esperavam uma revolução de mudanças, porque estas eram as promessas de campanha, mas viu-se que nesse meio período da prometedora administração tudo continuou igual, ou pior. E agora, na arrancada da segunda fase do mandato, acreditava-se que as coisas iriam mudar, mas o que se viu foi a surpresa da elevação de impostos razão das reações que ora ocorrem de aumento da taxa básica de juros, com o Governo sem projetos algum e nenhuma perspectiva de que tal venha a acontecer. Reportando-se à ação da transportadora, o presidente do Sindicato das Transportadoras de Cargas do Paraná, Aldo Klein Nunes, declara que a aquela Medida Provisória tornou-se um pesadelo para as prestadoras de serviços. A informação que se tem é que o ministro do STF, Nelson Jobim, foi receptivo à iniciativa da empresa e que poderá emitir liminar suspendendo os efeitos da referida MP. Há que evidenciar a importância das reações e da deflagração de lutas contra o Governo quando isto se faz necessário. Foi por este caminho que muitas conquistas foram alcançadas ao longo da história. Os governantes assim como os leões, que recuam diante de algo maior que eles, podendo ser um coeso ajuntamento de pessoas sensibilizam-se muito pouco pelas argumentações isoladas mas intimidam-se diante de manifestações públicas das classes produtoras e de outras lideranças fortes, porque sabem que isto é capaz de gerar efervescência no âmbito do Congresso Nacional, de provocar a própria perda de sustentação política e de desestabilizar a governabilidade. Os políticos, assim como os leões, têm seus pontos frágeis, embora a nação imagine que não, e o mais vulnerável é o dos paredões que se levantam diante deles, tendo por trás lideranças de grande representatividade político-popular. Eles não resistem a bandeiras levantadas e aos clamores do povo em marcha e em posição de luta. As convulsões geradas pela nação em pé e à ordem os amedrontam e são capazes de reaprumá-los. Paradoxal que pareça, elas levam ao encontro da ordem, da consolidação dos postulados da cidadania e à paz social.





