Mobilização contra a dengue
O combate à dengue deve ser constante. A intensificação das altas temperaturas somada à maior incidência de chuvas cria o ambiente propício para a reprodução do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue. Embora a doença ainda esteja sob controle, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) inicia hoje a Semana de Mobilização de Combate à Dengue. O objetivo é claro: impedir o avanço da doença.
A incidência no Paraná ainda é considerada baixa, sendo registrados 0,47 casos por 100 mil habitantes, de acordo com estatísticas da Sesa. De agosto a outubro deste ano foram 1.514 notificações, sendo que 62 casos foram confirmados em 17 municípios. As cidades que apresentam a maior incidência são Peabiru (22,02), Porecatu (21,15) e Jataizinho (16,86).
Entre as atividades programadas pela Sesa estão a realização de blitze educativas, palestras e orientações aos estudantes, visitas domiciliares realizadas pelos agentes de endemias e comunitários, além do trabalho de campo, com a aplicação do fumacê e eliminação de focos do moquisto. No entanto, um dos principais trabalhos que devem ser realizados são as campanhas de conscientização entre a população. O Estado sozinho não conseguirá acabar com o mosquito, cuja reprodução ocorre fácil e rapidamente em qualquer recipiente com água limpa e parada.
Por isso, é preciso empenho da população até porque o histórico anual de incidência da doença já mostrou que o seu combate deve ser constante. A dengue é transmitida pela picada da fêmea do mosquito infectada com o vírus e, basicamente, o único modo de evitar a transmissão da doença é impedir o nascimento do inseto. Para isso, é preciso eliminar os lugares que eles escolhem para a reprodução. A regra básica é não deixar a água, principalmente limpa, parada em qualquer tipo de recipiente. Por isso, o combate à dengue tem que ser diário e se não houver o empenho de todos rapidamente o número de casos aumentará. Neste caso, a população é a principal prejudicada.





