Mobilidade urbana
O fortalecimento da economia, aliado aos fortes incentivos concedidos à indústria automobilística e à disponibilidade de crédito do mercado, fez crescer consideravelmente a frota nacional de veículos. Se, por um lado, essa movimentação contribuiu para "blindar" - ao menos temporariamente o País contra a crise econômica mundial, gerou sérios problemas no trânsito das cidades. Congestionamentos, aumento da poluição e dificuldade para estacionar tornaram-se problemas corriqueiros enfrentados pela população.
Diante de um cenário como esse, passou-se a discutir alternativas. Incentivo ao transporte público e a adoção de "meios mais limpos" entraram na pauta dos governos. No entanto, depois de décadas de descaso, agora há muito por fazer. Reportagem de hoje desta FOLHA discute a mobilidade urbana, as vantagens de implantação de ciclovias e as dificuldades enfrentadas por pessoas que utilizam com frequência esse meio de transporte. Outro ponto importante e que deve ser trabalhado pelas autoridades, é a falta de hábito dos brasileiros em utilizar meios alternativos.
Importante salientar que a mobilidade urbana nunca foi encarada como uma prioridade dos governos, apesar do baixo custo. Nem mesmo com a realização da Copa do Mundo de Futebol, as prometidas obras de mobilidade avançaram. Anunciadas como o principal legado a ser deixado pela competição mundial, a maioria dos projetos sequer saiu do papel. Agora, com o PAC Mobilidade (Programa de Aceleração do Crescimento), espera-se alguns avanços.
O transporte coletivo e meios menos poluentes merecem mais atenção. A curto prazo, parecem ser a solução mais viável para reduzir os problemas do trânsito das cidades. Garantir mais agilidade aos ônibus de transporte coletivo e mais conforto aos usuários como terminais com melhor infraestrutura e mais veículos são formas de estimular sua utilização. Além disso, é preciso fazer com que os projetos de ciclovias saiam do papel. São obras baratas, que demandam pouco volume de recursos se comparadas às tradicionais obras do sistema viário, e que podem surtir efeito positivo. No entanto, é importante que sejam bem planejadas, que integrem a zona urbana e que garantam segurança aos usuários.





