Missão de guerra para salvar Amazônia
No ano passado o Governo brasileiro criou uma comissão interministerial destinada a controlar o desmatamento da Amazônia, mas parece que nenhuma ação ocorreu a partir de então, porque só em 2003 foram desmatados 2,5 milhões de hectares. O processo de derrubada da floresta, ao contrário, está progredindo, num ritmo de 1,7 milhão de hectares/ano. Essas informações foram denunciadas à Cúpula Climática, reunida no momento em Buenos Aires, e adicionam que nos últimos dez anos o corte de árvores na Amazônia brasileira foi de 18 mil quilômetros quadrados. Os números continuam alarmantes, e nunca cessaram de crescer, porque medidas como a criação daquela comissão são apenas tinta em papel, porque nada de prático acontece, até porque o Governo não o determina. A comissão não irá ao coração da floresta deter a devastação, porque essa ação precisa estribar-se num corajoso projeto, cuja execução exigirá a mobilização de toda a estrutura do Exército nacional, única instituição que, na prática, poria fim a irresponsabilidade sem freios que vigora. Mas para que as Forças Armadas entrem em ação será preciso que o presidente da República ordene. Os comandantes militares, nacionalistas históricos, não podem agir aleatoriamente, mesmo com todo seu ardor patriótico e, com toda certeza, a boa vontade e disposição para executar uma missão de tamanha importância. Essa tarefa, se executada com o furor de guerra, contaria com o entusiasmo de toda a nação brasileira, consagraria o Governo de Luiz Inácio Lula da Silva e robusteceria a dignidade do Exército. O novo ministro da Defesa, o civil José de Alencar, que desfruta do cargo irremovível de vice-presidente da República e tem autoridade para sugerir um projeto dessa envergadura ao chefe supremo do Governo, tem em mãos a oportunidade ímpar de ser o grande agente para induzir o presidente à decretação dessa ação de combate. Esta seria uma guerra que os brasileiros unanimemente aprovariam, porque em defesa de um sagrado bem representado pelo santuário amazônico. A defesa da Amazônia é uma questão não apenas de segurança nacional, mas de segurança continental e de interesse de toda a humanidade. Os predadores são poderosos, até porque agem sem policiamento e por isso impunes, porém não mais mais poderosos que um povo cheio de razão. As Forças Armadas, com seus mais de 300 mil homens e todo o seu arsenal bélico um pouco obsoleto, é verdade representa esse povo. Há que olhar com simpatia um projeto de reequipamento dessas forças de segurança, até onde o orçamento permita, e que um movimento popular de patriotismo se instale, para insuflar o presidente Lula e o Exército a que abracem essa missão de guerra!





