Primeiramente gostaria de parabenizar o excelente trabalho de reportagem feito pela Folha, na edição de ontem (11/08). É essencial retratar que em pleno século XXI era do acesso democrático à informação e ao conhecimento ainda existam discrepâncias sociais que condicionam o aparecimento de pessoas marginalizadas do sistema consumista e individualista que rege a nossa sociedade. Precisamos fazer frente a essa realidade, contando a principal arma de uma sociedade democrática, o voto.
RAFAEL ADRIANO ALVES, Arapongas
Em vez de se pronunciar através da seção Carta do Leitor, como resposta a um dos últimos editoriais da Folha de Londrina condenando o modelo de pedágio imposto no Paraná e em outros estados, a ABCR (Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias) deveria ter contratado um espaço publicitário neste jornal, pois o texto do sr. João Chiminazzo Neto, diretor da entidade, foi meramente promocional, artificial e inconsistente, absolutamente incapaz de justificar o sistema de cobranças pelo uso de algumas de nossas rodovias federais. Em seu texto representativo, a ABCR não tocou em pontos essenciais no questionamento do espúrio sitema de pedágios implantado, como sua flagrante inconstitucionalidade, incluindo aí a não concessão de alternativas para aqueles que não querem trafegar pelas rodovias pedagiadas, seja porque realmente não lhes é viável pagar, seja porque simplesmente não fazem questão de rodovias ''mais conservadas''. Sem ter sido extenso, o editorial da Folha do último dia 9 em resposta ao pronuncamento da ABCR disse tudo. Entre uma rodovia deteriorada e um projeto de rodovia a ser desenvolvido desde seu início existe um imenso abismo, sobretudo no que diz respeito aos custos e esforços envolvidos em ambas as situações. De fato não consigo entender como a justiça ainda nada fez contra esse criminoso modelo de pedágio do qual somos obrigados a sermos vítimas indefesas, sem mesmo termos assegurado o elementar direito constitucional de de ir e vir! Realmente a vilolência e a criminalidade está presente em todos o setores.
RICARDO ALEXANDRE GARCIA, Londrina
Sem dúvidas, após a criação do nosso sistema democrático de votação, em nenhuma eleição anterior pairou dúvidas e inseguranças dos eleitores como nesta atual temporada de votos. Nenhum dos candidatos que buscam ocupar o cargo mais importante do Brasil conseguiu até o momento empolgar e conquistar a confiança e perspectiva de melhoras do eleitorado brasileiro. A oscilação nas pesquisas, ora encomendadas, com certeza não refletem com precisão a incerteza que paira sobre o país. Todos os candidatos possuem pontos negativos, que vêm a gerar tal desconfiança. Lula da Silva, o São Caetano da política brasileira, mudou de visual, contratou marqueteiros, mas não consegue impor uma postura de governante, que o País necessita, caminhando mais uma vez pelo que tudo indica para os 1/3 da votação. Ciro Gomes vêm, como a esquerda radical, remodelado com suas experiências acadêmicas no exterior, porém rodeado das mais temidas figuras políticas do Brasil, começando a carregar o peso da frase ''diga com tu andas, que eu direis quem és'''. Da ala governista, surge o frio José Serra, candidato que ainda não conseguiu empolgar por onde sua comitiva passa, porém aguardando o uso da figura de FHC, para que com este aval, possa ganhar a confiança do povo. O que vale salientar, é que apesar de tantas dúvidas que pairam sobre nossas mentes, é preciso ter calma e consciência para escolhermos aquele que nos parece melhor preparado para dirigir o País. Tomara que eu e muitos brasileiros possamos dizer, daqui a algum tempo, que estávamos errados a respeito de certos candidatos.
FRANCISCO ANTONIO BONI, Santa Cruz de Monte Castelo.

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