Brasília - O ministro da Justiça, Miguel Reale Júnior, pediu demissão ontem ao presidente Fernando Henrique Cardoso. A informação foi confirmada no início da noite pela assessoria de imprensa do ministério.
O motivo que teria levado Reale a entregar o cargo foi a decisão ontem do procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, de não encaminhar ao Supremo Tribunal Federal (STF) o pedido de intervenção no Espírito Santo.
O pedido já havia sido aprovado na semana passada por unanimidade pelo Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, órgão vinculado ao Ministério da Justiça.
Reale Júnior, 58, assumiu o lugar de Aloysio Nunes Ferreira, que deixou o cargo no dia 3 de abril para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. O ministro cancelou a viagem que faria hoje à Costa Rica e retornará à Brasília onde entregará o cargo pessoalmente ao presidente. Advogado, Reale Júnior é professor titular de direito penal da Faculdade de Direito da USP e suplente do senador tucano José Serra.

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