Ministro diz que gás deveria custar R$ 23,00
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quinta-feira, 25 de julho de 2002
Gerusa Marques<BR>Agência Estado 
Brasília - O ministro de Minas e Energia, Francisco Gomide, disse ontem que, se tiver que tabelar o preço do gás, o preço ideal do botijão seria de R$ 23,00, de acordo com a região. Esse seria também um preço adequado para as distribuidoras. Segundo ele, o secretário de Óleo e Gás do ministério, Marco Antônio Martins Almeida, já está conversando com representantes da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que farão contato com as distribuidoras para tentar baixar a margem de revenda e distribuição. Ele disse que, no ano passado, a Petrobras repassava para as distribuidoras o gás por R$ 9,00 o botijão e sobre esse preço as distribuidoras aplicavam a margem de R$ 9,00.
O valor cobrado pela Petrobras era subsidiado pela Parcela de Preços Específica (PPE). Com o fim da PPE, no início deste ano, o preço do botijão subiu para R$ 14,00, e o subsídio foi substituído pelo auxílio-gás. Ocorre, segundo o ministro, que as distribuidoras também aumentaram sua margem, passando-a de R$ 9,00 para R$ 14,00, valor este que ele considera muito elevado. Gomide acredita que a margem das distribuidoras deveria continuar sendo de R$ 9,00, totalizando portanto um preço de R$ 23,00 por botijão de gás ao consumidor. Esse preço seria médio, podendo variar para cima ou para baixo, de acordo com a distância entre o consumidor e a área de produção. O ministro descartou a possibilidade de reajuste no valor do auxílio-gás, hoje de R$ 7,50. O que pode aumentar é o universo de pessoas que recebem o benefício, passando dos atuais 6,4 milhões de famílias para 9,3 milhões, nos próximos anos.


