Ministro admite erros em extratos do FGTS
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segunda-feira, 10 de junho de 2002
Cleide Silva<br>Agência Estado 
São Paulo - O ministro do Trabalho, Paulo Jobim, admitiu ontem que podem existir eventuais divergências nos extratos emitidos pela Caixa Econômica Federal sobre as correções do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) referentes aos expurgos dos Planos Verão e Collor 1.
O governo começa a creditar hoje parte do dinheiro referente a essas perdas nas contas vinculadas dos trabalhadores, mas há denúncias de que em algumas contas há grandes diferenças entre o saldo a que as pessoas teriam direito a receber e o valor que efetivamente será pago.
O ministro disse que a exceção está sendo transformada em regra, deixando-se de lado o fato de que cerca de 14 milhões de trabalhadores estarão recebendo integralmente o pagamento da correção, sem precisar recorrer à Justiça. Nós estamos trabalhando com 41 milhões de contas e é natural que possa ocorrer algum tipo de erro. Mas quem se sentir prejudicado pode recorrer e tem um prazo extremamente longo para isso, disse.
Jobim também considerou exagerada a afirmação do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Ramiro de Jesus Pinto, que considerou um roubo violento as diferenças verificadas nos extratos recebidos por vários trabalhadores filiados à entidade. Segundo o sindicalista, há casos em que a diferença chega a R$ 9 mil.
O advogado do sindicato, Paulo Bonadies, disse que amanhã entrará com uma representação no Ministério Público Federal requerendo a abertura de inquérito civil para apurar as diferenças. Ele quer que o órgão solicite esclarecimentos à Caixa e à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).


