MINHA ESTREIA...
Quando eu era criança, meus pais alugavam algumas casas no mesmo quintal onde morávamos. Eu tinha uns seis anos e perguntei para uma das inquilinas: como eu faço para ganhar dinheiro? Ela respondeu que eu tinha que comprar e vender as coisas. E eu comecei a fazer isso, vendendo doces na rua. Depois passei a plantar mudas e vender para um distribuidor. Minha infância foi muito pobre e eu sempre tive o desejo de vencer. Com 12 anos comecei a trabalhar em uma fábrica de jóias. Estudava de manhã e trabalhava a tarde. Um tempo depois o dono da fábrica sugeriu que eu montasse meu próprio negócio. Foi a minha primeira empresa propriamente dita. Ela durou pouco. Fiz tornearia mecânica e entrei em outra empresa onde trabalhei por dez anos. Mas, durante todo o tempo, eu sempre pensava: onde posso colocar meu dedo e multiplicar o dinheiro?
Fiz engenharia mecânica e civil e MBA na Universidade da Califórnia em 1997. Voltei do exterior com 10 mil dólares e comecei a trabalhar com aço. Com o passar do tempo, montei uma fábrica de produção de barra chata de ferro. Conquistei meu primeiro milhão com 29 anos. No entanto, chegou em um momento que eu expandi demais, estava com trinta galpões, que não vendiam. Errei em alguns pontos. Fiquei sem fluxo de caixa. As coisas foram se complicando e eu fiquei devendo um milhão de reais. Pensei em desistir dos meus sonhos e passei uns três anos mal. Foi nessa fase que meu amigo me inscreveu no programa. Hoje sou sócio do Roberto Justus e nós montamos uma empresa que vai começar em março do ano que vem com cerca de 200 funcionários.
Antes de mais nada as pessoas têm que saber onde elas querem chegar. Depois disso é preciso ter atitude, transpor obstáculos. As coisas não são fáceis. Deve-se buscar informações, calcular os riscos, fazer um plano, ter autoconfiança, iniciativa, capacidade de mobilizar recursos e pessoas. A gente veio ao mundo com dois objetivos: ser feliz e evoluir.





