Minha Casa, Minha Vida requer planejamento
Bandeira política do governo Lula, o programa ''Minha Casa, Minha Vida'' trouxe benefícios para toda a economia do País. Lançado há quase dois anos, a iniciativa ajudou a fortalecer o Brasil contra a crise econômica que atingiu vários países. É fato que a iniciativa do governo federal proporcionou também muitos benefícios sociais.
Além de realizar ''o sonho da casa própria'' da população de baixa renda, o projeto fortalece a indústria da construção civil, gera empregos e movimenta o comércio de bens duráveis. O ''Minha Casa'' já construiu mais de 207 mil residências em todo o Brasil e concedeu R$ 52,98 bilhões em financiamentos.
Somente em Londrina, por exemplo, cerca de 217 moradias já foram entregues e outras 71 ficarão prontas nos próximos 90 dias. Além disso, a maior obra do programa está em construção na cidade. O Residencial Vista Bela, na Zona Norte, terá mais de 2,7 mil unidades habitacionais e estabeleceu novos parâmetros de processos construtivos, inclusive, com projetos exclusivos para portadores de necessidades especiais e idosos.
A grandiosidade do programa estabeleceu a constituição de novos bairros. E isso também gera mais uma preocupação: a falta de infraestrutura dos locais. A chegada dos moradores requer a oferta de serviços fundamentais ao bem-estar da população, como postos de saúde, escolas e creches. Sem essa oferta, pais têm dificuldades em encontrar vagas para seus filhos e o atendimento de saúde está em bairros mais distantes.
Incentivar a construção de casas e garantir melhores condições de vida à população de baixa renda são benefícios importantes e fundamentais para a inclusão social desse público. No entanto, obras desse porte requerem um mínimo de planejamento. Não se pode deixar de lado ou delegar a terceiros a construção da infraestrutura necessária. Obras - como postos de saúde, escolas e saneamento básico - devem ser incluídas no lançamento do projeto. Há que se destinar verbas específicas para esses projetos para que a população não continue desamparada e que, realmente, ganhe qualidade de vida.





