É precária em termos conceituais no Brasil a institucionalização das regiões metropolitanas e isso é visível nas regiões fixadas no Paraná. O critério anterior, dos anos 70, fixava obviamente a de Curitiba e no espaço do Norte, decorrente ainda do processo de ocupação do solo no ciclo cafeeiro, estabeleceu-se a Metrópole Linear que abrangia polos como Londrina e Maringá a subpolos vinculados regionalmente.
O governador Beto Richa altera conceitualmente o critério da chamada metropolização para ''Regiões de Desenvolvimento'' (Redes) e objetiva atender 22 microrregiões do Estado com abrangência assemelhada a das associações de municípios com o escopo de descentralizar o governo, tal como se dá no vizinho Estado de Santa Catarina, e estabelecer um sistema de vasos comunicantes com os gestores locais e com o governo.
A experiência mais sólida que temos com Regiões Metropolitanas é a da capital e que está longe de constituir-se num modelo operativo até pela distância mais do que física, porque cultural, entre o centro (Curitiba, Araucária, São José dos Pinhais, Campo Largo) e a periferia representada por cidades do bolsão de subdesenvolvimento do Vale da Ribeira (Doutor Ulysses, Tunas do Paraná, Cerro Azul, Bocaiúva). Nesse aspecto a Grande Londrina tem 11 municípios com melhor distribuição de recursos porque sem os descompassos da de Curitiba, frutos de uma experiência civilizadora comum com o ciclo do café e depois com a sua readaptação às novas culturas.
Mas é quando nos debruçamos sobre o mapa do Paraná que percebemos como são fortes os nossos desníveis internos: a forte e densa industrialização de Curitiba, Araucária, São José dos Pinhais não garante o desenvolvimento daquilo que conceituamos como periferia. O fato de Agudos do Sul ter o status metropolitano não lhe assegura níveis de urbanização elevados.
Vamos ouvir a proposta do governador para debatê-la, saber até que ponto a metropolização efetiva caminhou entre nós e fazermos, enfim, algo bem mais sólido para unir o Paraná física e culturalmente.

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