Mesmo sem prova conclusiva, família aceita versão do crime
A família de Tim Lopes e a TV Globo aceitaram a informação da polícia de que o jornalista está morto. Em mensagem divulgada logo após as informações policiais sobre seu marido, a mulher de Lopes, Alessandra Wagner, pediu que todos continuem rezando por ele.
O momento não é de revolta. O Tim, até então, estava nos ajudando, mas Deus está agora precisando dele ao lado para ajudar no mundo todo. Que todos continuem nesta corrente de positividade porque, onde estiver, Tim estará recebendo o nosso carinho e essa luz. Que este sacrifício não tenha sido em vão, afirmou Alessandra.
O filho do jornalista, Bruno Lopes, 19, disse emocionado que pai não é apenas aquele que nos traz o mundo mas sim a pessoa que nos serve de espelho e nos acolhe física e espiritualmente.
Apesar de os familiares terem se mostrado conformados com a morte de Tim Lopes, seu concunhado, o advogado André Martins afirmou que os parentes ainda esperam uma informação mais conclusiva. A gente quer manter a esperança como é passível em todo ser humano, declarou.
Em nota oficial, a TV Globo afirmou que o episódio deve servir de alerta para que as autoridades dêem um basta definitivo à violência e à criminalidade. Tim Lopes era um apaixonado pelo jornalismo investigativo e se orgulhava dos resultados positivos de cada denúncia que fazia. Não permitamos que sua morte tenha sido em vão, diz a nota, assinada pelo diretor da Central Globo de Jornalismo, Carlos Henrique Schroder.
A governadora do Rio de Janeiro, Benedita da Silva, lamentou a morte do jornalista e assegurou que a polícia do Rio de Janeiro continuará investigando até que se resolva este caso.
O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, deputado Orlando Fantazzini (PT-SP), cobrou do governo uma política mais eficaz para combater a violência no País. A falência do Estado é visível quando um profissional que tem trabalhado para a construção da democracia no País é alvo do crime organizado. Ele defendeu a implantação de medidas urgentes que garantam emprego, acesso à educação e reduzam as desigualdades sociais. O ministro da Justiça, Miguel Reale Júnior, lamentou a morte do jornalista. Este fato atinge a todos nós: a sociedade brasileira e a mim.





